Micaela passa por cirurgia na HDO nesta quarta

Ano passado, assim que completou 18 anos, Micaela Fernanda Moreira cumpriu o ritual próprio da idade: foi atrás da sua carteira de motorista. Antes porém, resolveu avaliar sua visão. Durante o procedimento, não foi possível captar as medições para determinar as lentes corretivas (óculos).

De volta ao oftalmologista, ficou constatado que ela era portadora de ceratocone, condição em que o tecido transparente na superfície anterior do olho (córnea) se curva
para fora, provocando a baixa acuidade visual.

A doença pode até comprometer de maneira permanente a visão, se não tratada. E foi o que acabou ocorrendo com um dos olhos de Micaela. A saída para salvar o olho que permanece menos alterado é através de um intervenção cirúrgica bastante especializada, cujo custo ultrapassa os 15 mil reais – Informação família/BOS. Para tentar viabilizar o procedimento em Sorocaba, a família da garota apelou para um vaquinha virtual. Foi aí que entrou em cena o Hospital Dia Oftalmológico (HDO), uma clínica especializada em baixa, média e alta complexidade, que sensibilizada com o caso, assumiu o tratamento.

“Somos habilitados pelo Ministério da Saúde, desde 2006, para realização do transplante de córnea em Jundiaí”, explica André Vaz, um dos diretores do HDO. Segundo ele, é justamente por essa definição que a instituição pode assumir o caso de Micaela. “É importante ressaltar que temos as condições necessárias para as cirurgias de alta complexidade, como é esse caso”, explicou.

A cirurgia de CrossLink está agendada para o dia 19 de fevereiro, sendo custeada pela instituição, que não tem contrato com a municipalidade para realização, apesar de já estar previsto na SIGTAP SUS.

Tratamento Ceratocone: Hoje é possível tratar o Ceratocone através de lente de contato, CrossLink, Implante de Anel e como última opção o transplante de córnea.

A cirurgia está marcada para esta quarta-feira, dia 19.

BOS se posiciona
O Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), principal referência para transplantes de córneas no Brasil, realizando 250 transplantes por mês, sendo 80% deles pelo SUS (Sistema Único de Saúde), esclarece que a paciente Micaela Fernanda Moreira deu entrada na Clínica Popular, ligada ao grupo BOS, em dezembro do ano passado.

“Na ocasião, a equipe médica avaliou o caso e a indicação foi para procedimentos alternativos, sendo eles os tratamentos cirúrgicos de Crosslink e anel intracorneano, em um olho e colocação de lente de contato, no outro, esta não coberta pelo SUS. A paciente não teve indicação médica para transplante, que é o único procedimento autorizado pelo SUS para pacientes fora da região do DRS XVI, de competência do BOS. Os demais procedimentos, para realizar pelo SUS, o paciente deve ser contrarreferenciado à sua região de origem”, diz a nota.

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