Funcionários do Poupatempo tiram férias até 30 de abril

Os trabalhadores que prestam serviços para o Poupatempo de Jundiaí foram chamados pela empresa responsável pelo gerenciamento dos serviços para comparecerem no órgão da avenida dos Ferroviários, no Centro, para assinarem acordo de férias coletiva. O Poupatempo informou ao “Jornal da Região” que uma das exigências do Governo do Estado é de que ninguém fosse demitido e as empresas devem cumprir com a folha de pagamento, enquanto durar a quarentena.

Nessa semana o “Jornal da Região” mostrou o caso da Viação Cometa, que iniciou um processo de demissão de motoristas, agentes e pessoal de oficina. A empresa de ônibus Catedral, que faz viagens interestaduais também anunciou que vai demitir trabalhadores, porque não tem viagens, não tem faturamento e não tem como pagar os trabalhadores. Em Jundiaí vários comerciantes vão fazer demissões de trabalhadores.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (27) um pacote de medidas para tentar conter as demissões. Haverá financiamentos e redução de juros nos bancos do Governo, para aqueles que quiserem manter os funcionários.

Nota do Poupatempo

A empresa prestadora de serviços do Poupatempo em Jundiaí, concede a partir desta sexta-feira, férias coletivas remuneradas de 30 dias para os 81 funcionários da unidade. A medida administrativa adotada é legal e tem o objetivo de preservar empregos e garantir os direitos dos trabalhadores.

Para evitar aglomeração, a empresa adotou medidas preventivas durante a assinatura do documento. O atendimento acontece com horário marcado e cada funcionário além de receber caneta individual também conta com álcool gel na mesa.

Todas as empresas que prestam serviços para o Poupatempo foram orientadas a não demitir e cumprir a folha de pagamento.

O Governo de São Paulo atua para a manutenção dos empregos e a Prodesp (empresa de Tecnologia do Estado que gerencia o Poupatempo) vem se reunindo com as terceirizadas para ouvir as demandas e estudar medidas conjuntas.

A suspensão dos contratos de serviços de empresas terceirizadas até 30 de abril não significa rescisão, já que os mesmos serão reativados imediatamente ao final da quarentena.

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