Sindicato diz que revendedoras de gás podem fechar as portas

O Sindicato dos Distribuidores de Gás emitiu uma nota informando que o preço do gás é liberado e não tabelado, em referência ao pronunciamento do governador João Doria, de que vai mandar a Polícia Militar e o Procon para prender donos de revendas com preços acima de R$ 70,00.

Segundo o Sindicato essa ameaça do governador vai fazer com que alguns revendedores fechem seus estabelecimentos, para evitar de serem presos.

Veja a nota

O Sindigás esclarece que o preço do botijão de gás é livre, regulado pelo mercado, sem que haja estabelecimento de valores máximos ou mínimos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em fevereiro de 2020, o preço médio no estado de São Paulo estava na ordem de R﹩ 70. Por ser um valor médio, calculado para todo o estado, é natural que existissem, no período, comerciantes vendendo o botijão tanto por valores acima quanto abaixo desse patamar.

O Sindigás ressalta que repudia toda e qualquer tentativa de prática de preços abusivos. Embora esteja de acordo com a mobilização de governos e órgãos públicos de fiscalização para coibir aqueles que buscam tirar vantagem em um momento especialmente delicado para as famílias brasileiras, o Sindigás alerta para ações que possam ter efeitos indesejados.

O anúncio por autoridades de que a Polícia Militar realizará ações contra comerciantes que estejam vendendo o produto acima de R﹩ 70 pode levar à punição injustificada de centenas de empreendedores sérios que podem comercializar o produto acima de R﹩ 70, sem que estejam praticando preços abusivos. A consequência de tais medidas pode ser o fechamento de revendas, diante do temor de punições arbitrárias.

O Sindigás reafirma o compromisso das empresas distribuidoras, de empreendedores e colaboradores com o bom serviço à sociedade. Ressalta ainda que toda a indústria está trabalhando acima de sua capacidade com o objetivo de responder ao recente aumento inesperado da demanda por gás.