Motoristas decidem continuar trabalhando

Os ônibus urbanos de Jundiaí vão circular normalmente nesta terça-feira (07).

A categoria se reuniu durante o dia e no final da noite desta segunda-feira (06), para negociar com as empresas os pagamentos dos dias trabalhados.

Com a quarentena, foi reduzida a frota na cidade em 52%.

As três empresas passaram a operar no sistema de rodízio, para não demitir os funcionários: 15 dias em casa e 15 dias de trabalho.

Nesta segunda-feira a categoria chamou o Sindicato dos Motoristas, porque havia dúvidas sobre a “redução” de salários em 50% e a data de pagamento.

Após as reuniões com os empresários, os trabalhadores decidiram continuar trabalhando. Alguns vão receber nesta quinta-feira (09) os dias trabalhados.

Foi explicado aos trabalhadores que eles vão receber “os dias trabalhados” no rodízio.

Um boato de que não seria entregue a cesta básica também foi negado pelas empresas, que fez as entregas.

Segundo a Transurb, houve queda de 80% dos passageiros transportados em 87 linhas de sete terminais da cidade. Atualmente as empresas estão operando em Jundiaí com déficit uma vez que foi mantido em operação 48% dos ônibus circulando.

Em Atibaia, Botucatu e Guarulhos, há empresas de ônibus quebrando. A Rápido Luxo Campinas também admitiu por meio de nota que vem enfrentando crise “sem precedentes”.

 

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Os motoristas e cobradores de ônibus de Jundiaí podem entrar em greve a partir desta terça-feira (07). O Sindicato da categoria estará reunido com os trabalhadores nas garagens por volta das 22 horas desta segunda-feira (06) para decidir que rumo tomar.

De acordo com a entidade, estaria havendo “divergências salariais”.

Desde o decreto de calamidade pública no município, os ônibus estão circulando com a frota reduzida, seguindo os horários de domingos e feriados.

Segundo as empresas, os trabalhadores dos grupos de risco foram afastados do trabalho.

Na semana passada, os trabalhadores na Rápido Luxo Campinas chegaram a paralisar as atividades, em Campo Limpo Paulista, contra a demissão de 180 companheiros. A empresa recuou e decidiu seguir oi mesmo modelo adotado em Jundiaí, onde os profissionais estão trabalhando 15 dias e folgando 15, enquanto durar a quarentena de combate ao Coronavírus.