Especialista do Senac ensina a não cair em golpe da Black Friday

Em 2020, os consumidores que não tinham o hábito de comprar on-line ou mantinham alguma resistência à tecnologia, com a pandemia, passaram a interagir e apreciar os benefícios do mundo virtual. Já do outro lado, muitos empresários se adaptaram ao novo cenário e iniciaram a venda de seus produtos também pela internet, como uma maneira de sobrevivência, totalizando mais de 135 mil lojas que aderiram às vendas pelo comércio eletrônico.

Com essa mudança de cenário, somente nos oito primeiros meses deste ano, houve um crescimento de 65,7% no número de pedidos, de 63,4 bilhões para 105,6 bilhões, comparado ao mesmo período do ano passado, segundo pesquisa do Movimento Compre & Confie em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM).

Para facilitar a interação dos consumidores, ferramentas como WhatsApp Pay, que permite a realização de transações bancárias dentro do próprio aplicativo, foram criadas. A Black Friday, uma das datas mais esperadas para compras com descontos especiais, tem previsões bastante otimistas para este ano. No Brasil, saltou de um faturamento de R$ 3 milhões, em 2010, para R$ 3,21 bilhões em 2019, considerando o crescimento ano após ano e superando as expectativas dos lojistas.

Com todos esses atrativos é necessário que o consumidor tenha bastante cautela. Alessandra Silva, docente da área de gestão e negócios do Senac São Paulo, listou algumas dicas para não cair em fraudes durante o período em que a expectativa é economizar, principalmente para aqueles que iniciaram as experiências on-line durante a pandemia.

Para a especialista, o consumidor deve estar atento no momento da compra e realizá-la sempre em um site seguro. Outras observações importantes:

• Sempre pesquisar se o CNPJ está ativo pelo site receita.fazenda.gov.br;

• Verificar contatos e atendimento ao consumidor. Toda empresa, deve ter um canal direto de relacionamento com o cliente. O cliente pode e deve entrar em contato, tirar as dúvidas referentes à troca de mercadoria, devolução em caso de defeito e assim explorar um pouco mais as informações sobre a empresa;

• Atentar-se ao endereço do site, sua URL. Se for original, possui um cadeado e o link correto. Caso a imagem apresente um “.” separando o nome do site, por exemplo, provavelmente trata-se de um link falso;

• Evitar formas de pagamento incomuns, como depósito em conta de pessoas físicas ou até pagamento via boleto. Optar sempre pelas mais comuns como cartão de crédito, com ela o cliente tem até 7 dias a partir da data do recebimento do produto ou serviço para solicitar a devolução ou o seu cancelamento, segundo o artigo 49 do código de defesa do consumidor. A empresa deve solicitar o cancelamento da cobrança junto a operadora do cartão ou até mesmo, estornar o valor pago;

• Sempre desconfiar de preços muito abaixo do mercado. O ideal é que o consumidor acompanhe o valor do produto durante o período que antecede a Black Friday.