quarta-feira, 3, junho, 2026, 19:55
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Jundiaí adota asfalto ecológico na Zona Rural

Na última semana, durante apresentação de propostas de candidatos a prefeito de Jundiaí, um deles criticou o Programa de Pavimentação de ruas do município, afirmando que tem coisa mais importante do que recapear ruas, como investir na Educação, no transporte e na Saúde. Mas moradores de alguns bairros rebateram as críticas e dizem que é importante a pavimentação de vias, principalmente na Zona Rural.

Segundo a Prefeitura de Jundiaí o asfaltamento de vias de terra em vários bairros da cidade é constante, com dotação de verba específica.

Os investimentos neste ano somam R$ 12 milhões nesta primeira etapa e, já alcançam 37 km prontos ou em execução. O total contabiliza 42 km.

Este é o maior volume já realizado em toda história da cidade para a melhoria das estradas rurais.

No mês de novembro, a previsão da Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP) é encerrar as obras nas vias da Chácara Betinha (Rio Acima), Corrupira e Portal do Medeiros, além do Paiol Velho, Jundiaí Mirim e Fernandes.

As vias asfaltadas como a Antonio Müller, no Rio Acima, a Gaetano Fagundes, no Champirra e a Santa Eliza, no Corrupira, são ligações importantes que ainda não contavam com asfalto.

A melhoria irá impactar principalmente na qualidade dos serviços de transporte, garantindo segurança, rapidez e conforto, tanto para o sistema coletivo, quanto para os produtores rurais, para escoar a produção e demais veículos que trafegam pelos locais. O “JR” já mostrou que em dias de chuvas os ônibus ficavam atolados.

As próximas vias a receber o investimento são: Aristides Carra (Paiol Velho)- cobradas pelos moradores por meio do “Jornal da Região” e Araras, Abílio da Silveira (Medeiros) e João Toresim (Jundiaí Mirim).

O que é o asfalto ecológico

O asfalto ecológico é feito com o solo e cascalho existente da própria estrada de terra a ser pavimentada.

O serviço é executado através de um equipamento chamado “recicladora”, que mistura o solo existente, o estabiliza e compacta com rolos vibratórios, resultando em uma base com excelente capacidade de carga, sobre a qual é colocada a camada de revestimento asfáltico.

Ainda são adicionados à matéria-prima, durante este processo, agentes estabilizadores como cimento ou espuma de asfalto.

Dependendo do tipo de solo de cada estrada, podem ser acrescentados agregados reciclados produzidos pelo Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Jundiaí (Geresol), resultando em uma base de excelente capacidade de suporte.

O revestimento final é feito com asfalto-borracha. Todas as vias asfaltadas têm garantia de 10 anos em durabilidade, sendo a empresa executora obrigada a reparar sem custos adicionais, qualquer local que por ventura apresente algum tipo de problema. Outro ponto apontado como vantajoso no sistema ecológico é a economia que trará aos cofres públicos, já que serão economizados R$ 3 milhões ao ano, que eram investidos com o deslocamento de maquinários, funcionários e insumos para o nivelamento das vias em períodos de chuva ou secas prolongadas.