Aluna de 15 anos de Escola de Valinhos ganha prêmio

A estudante Verônica Chaves, de 15 anos, moradora em Valinhos, ganhou um prêmio da Feira de Ciências de Palotina no Paraná, que estimula meninas a desenvolverem projetos na área de tecnologia, astronomia e ciências.

Aluna da Escola Estadual Adoniran Barbosa, ela se inscreveu no concurso e ficou surpresa com o anúncio feito de forma on line.

A jovem apresentou uma proposta de como combater as queimadas utilizando o gás argônio.

A Feira de Ciência e Tecnologia de Palotina (FECITEC) é um evento que busca incentivar a produção científica nas escolas através da apresentação de projetos e experimentos.

É um projeto de extensão proposto pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) Setor Palotina, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e tem como principais parceiros: Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Palotina, C.Vale – Cooperativa Agroindustrial, Jornal Folha de Palotina, Jornal Folha da Terra, Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPR (PROEC), Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) e Associação Comercial de Palotina (ACIPA). O objetivo da Feira é incentivar o trabalho dos alunos a fim de colocar as suas ideias criativas ou inovadoras em prática, proporcionando a participação aos vencedores em outras Feiras nacionais ou internacionais ou despertando um interesse maior pela pesquisa científica através das bolsas de Iniciação Científica Júnior para os alunos destaques.

Rocket Girl

O título do prêmio conferido a Verônica é o “Rocket Girl”, por ter apresentado proposta de combate aos incêndios.

Veja um resumo do trabalho da jovem:

Incêndios tem se tornado frequentes em biomas brasileiros e o número de focos de queimadas aumentou 70% de 2018 até o mês de agosto do ano atual. Ao todo, o Brasil registrou 66,9 mil focos em 2019, segundo a medição do Programa Queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, 2019).
Segundo o chefe do Prevfogo Gabriel Zacharias, mais de 90% dos incêndios têm ação humana, e essas ações vai desde o produtor que vai fazer uma queimada no fundo do quintal e perde o controle e causa um incêndio gigantesco. E aborda também a existência de incêndios dolosos, em áreas de conflito ou em florestas para serem transformadas em pasto, causando prejuízos (Blog Associação Park Way Residencial, 2016).
As queimadas apresentam diversos pontos negativos. A vegetação queimada pode morrer ou perder muito da sua capacidade de bombear água para a atmosfera, quando se pensa na escala regional. Uma árvore de porte médio, saudável, pode bombear até 500 litros de água para o ar todos os dias (Tavares, 2016). Além disso, ocorre também a diminuição da biodiversidade, emissão de gases poluentes na atmosfera (piorando a qualidade do ar) e o aumento das doenças respiratórias em razão dos gases e partículas nocivas entre outros.
Através da pesquisa de levantamento de informação base, foi estruturado a seguinte questão: O gás argônio é capaz de ajudar no nosso combate às queimadas? Com base nesse questionamento, o objetivo central da pesquisa será propor um novo produto que, em contato com o foco de incêndio, resulte em extinção imediata, apagando-o de forma rápida e limpa. O produto a ser elaborado equivale ao retardante de fogo, sendo usado como um extintor de queimadas, equivalente ao uso para grandes hectares. Preparado para não deixar resíduos no meio ambiente e causando assim a restauração da biodiversidade como a forma de um recomeço.
Essa partícula a ser criada ,será solúvel no fogo, tendo como base o gás argônio, podendo ser balanceado com mais substâncias, como o bicarbonato de sódio. Se for possível deixar o argônio em forma líquida, também será possível deixá-lo em forma solúvel. Fazendo com que diminua os resíduos e deixe muito mais eficaz, propondo assim, os baixos índices de alastramento do fogo nas queimadas.
A hipótese é que quando a partícula encostar no fogo, ocorra uma reação, e acabe se dissolvendo, fazendo com que apague o fogo. Com isso, podemos a seguir acrescentar sementes e aumentar a biodiversidade no local que ocorreu a queimada.

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