Várzea Paulista inicia vacinação contra a Covid-19

A primeira pessoa imunizada contra a Covid-19 em Várzea Paulista é a funcionária da Limpeza e Higienização da UPA Iraci Claudino Bueno Monteiro e o segundo, o motorista de ambulância Eduardo Francisco R. Pereira.

Eles receberam a vacina nesta quinta-feira (21), em uma cerimônia na praça CEU. O prefeito professor Rofolfo, acompanhado do gestor de Saúde André Silva de Oliveira e do o assessor especial de Saúde, Felipe Amaral de Carvalho iniciaram o processo de imunização.

LINHA DE FRENTE 

Iraci Claudino Bueno Monteiro é colaboradora da higiene há 10 anos e já atua na UPA por 3 anos. Ela foi contaminada pelo Covid-19 em meados de junho e até hoje lida com a sequela da doença, com dores nas pernas devido a insuficiência na veia de safena. “Estou com esperança que tudo vai dar certo”, falou. A trabalhadora da UPA foi imunizada pelo próprio gestor de Saúde, que é enfermeiro.

Já Eduardo Pereira, que trabalha no transporte de pacientes em casos graves desde 2006, foi imunizado pelo médico Felipe de Carvalho. “Perdemos um companheiro e poder receber a vacina me emociona, agradeço a todos que estão nesta luta contra o vírus. A batalha continua, a vacina é apenas o primeiro passo, os cuidados persistem”, disse o condutor de ambulância.

ESPERANÇA

O prefeito professor Rodolfo acompanhou a imunização da primeira paciente e ressaltou que a vacina traz a alegria e a vida de volta. “Hoje é o dia da esperança, dia de salvar vidas”, celebrou. “E que neste momento tenhamos como referência nosso estimado Betão da Ambulância, que foi condutor, salvou muitas vidas e infelizmente partiu devido a Covid-19″, disse emocionado.

O gestor de Saúde, André Oliveira ressaltou o quanto os profissionais que fazem a higienização dos hospitais são importantes, como é o caso de Iraci. “São trabalhadores que se dedicam, estão na linha de frente auxiliando nos cuidados dos pacientes, deixando os ambientes nas melhores condições possíveis”, afirmou.

O dr. Felipe ressaltou que os cuidados devem permanecer, mesmo após a vacinação. “A imunização começa hoje, mas temos que manter os cuidados, não vamos relaxar”, lembrou ele.

A Câmara Municipal de Várzea Paulista disponibilizou todos os seus veículos e servidores para auxiliar no processo de vacinação. A ação foi promovida pelo presidente Mauro Aparecido.

QUANTITATIVO

Na tarde de quarta-feira (20), Várzea Paulista recebeu 920 doses da vacina Coronavac, o que representa um terço da necessidade do município para imunizar seus trabalhadores da saúde. “Fizemos um trabalho técnico, priorizando os servidores que atuam na linha de frente de combate ao Covid”, explicou. “Nosso intuito é preservar a integridade e saúde destes profissionais”.

Após a cerimônia, já teve prosseguimento a imunização dos trabalhadores da Unidade de Combate ao Coronavírus (UCC), UPA e do Hospital Municipal, que tem contato com pacientes contaminados ou potencialmente contaminados.

Os trabalhadores de linha de frente dos serviços privados também serão vacinados e depois a imunização seguirá para os profissionais que possuem contato com pacientes. Na sequência será vacinada toda a rede de saúde e os profissionais da rede privada.

Assim que mais doses forem recebidas pelo município, terá início a imunização dos idosos em instituições de longa permanência e os trabalhadores do abrigo, depois o trabalho seguira vacinando os idosos acima de 75 anos, acima de 70, até alcançar o grande público alvo, os idosos acima de 60 anos.

André agradeceu o apoio do prefeito professor Rodolfo “Toda a estrutura do Governo está hoje a disposição da saúde. Isso representa muito para nós e dá força para continuar lutando contra o vírus e partir para essa próxima fase”, concluiu.

HIGIENIZAÇÃO 

O uso de luvas para a imunização contra a Covid-19 não é obrigatório, segundo nota técnica do Ministério da Defesa, publicada em março de 2020. O documento é baseado no Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação 2014, do Ministério da Saúde, que aponta a aplicação de vacinas “não requer paramentação especial para sua aplicação”.

 

Só é exigido o uso de luvas se quem aplica a vacinação possui algum ferimento que impede a correta higienização das mãos, o que pode causar risco de contaminação à vacina ou a quem a tomará. Além disso, a luva diminui a sensibilidade na hora de aspirar a dose da vacina e de verificar se na hora da aplicação, algum vaso sanguíneo foi pego.

 

Mas é obrigatório a lavagem de mãos e a utilização de álcool em gel a cada paciente.