Força Tática da PM interrompe “Tribunal” do PCC no São Camilo

Os integrantes do 1º Pelotão de Força Tática do 49º Batalhão da Polícia Militar em Jundiaí evitaram um julgamento do “Tribunal do PCC” no bairro do Jardim São Camilo, em Jundiaí, no início da noite de segunda-feira (22).

De acordo com a PM, um morador de Campo Limpo Paulista ligou no telefone 190 para avisar que quatro pessoas tinham sido sequestradas e levadas por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

As viaturas da região iniciaram as buscas.

A equipe comandada pelo tenente Pedro, com experiência no trabalho de combate ao crime na região, lembrou que havia uma região no São Camilo onde ocorriam julgamentos.

Os policiais foram para a viela 38 da Avenida Benedito Basílio de Souza Filho, que não tem acesso para carros.

Quando os policiais da Força Tática chegaram, viram vários homens saindo correndo. Dois deles foram detidos, sendo um ajudante de 31 anos e um motoboy de 34 anos.

Outros três homens informaram que eram vítimas e seriam julgados pelo grupo.

Uma mulher que tinha sido levada também pela facção, não foi localizada.

Posteriormente a mulher foi abandonada próxima de sua casa, em Campo Limpo Paulista.

Depoimentos

As vítimas de sequestro e cárcere privado relataram à delegada Lucimara Bittencourt que no domingo (21) ocorreu uma briga entre vizinhos no bairro onde residem, em Campo Limpo Paulista.

Na hora em que correram para o interior de suas residências, uma das idosas envolvidas na discussão foi atrás deles e ao fechar o portão, prendeu a mão da mulher, que sofreu ferimentos.

Revoltada, uma neta dessa mulher, que tem relacionamento com integrante do PCC, prometeu vingança e “acionou” o Tribunal da facção, para adotar medidas contra a família.

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí foi acionada para acompanhar o caso e tentar localizar a mandante do crime.

A equipe do delegado Josias Guimarães já está nas ruas, realizando buscas na manhã desta terça-feira.

Os dois presos no local dos fatos serão levados para audiência no Fórum e também passarão por investigações da DIG, para saber qual a associação com crimes na região.