Umidade do ar chega a 19%. Situação é de alerta

(FOLHAPRESS) – A umidade do ar caiu a 19% na capital paulista nesta quarta-feira (18), segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Com máxima de 30°C por volta das 15h, a sensação de secura foi sentida com mais intensidade na região de Interlagos (zona sul de SP).

O paulista ainda vai sofrer com o tempo seco nos próximos dias. Sem previsão de chuva e com o céu limpo de nuvens, a cidade deve registrar baixas umidades na quinta-feira (19), com mínimas de 25%, e na na sexta, podendo chegar a 20%.

A baixa umidade e alta temperatura são resultados de uma massa de ar quente que afeta todo o Brasil. De acordo com Heráclio Alves, meteorologista do Inmet, a expectativa é que a região que faz divisa com o Triângulo Mineiro registre a pior umidade do estado, abaixo dos 20%.

Segundo Alves, o tempo seco deve permanecer até, pelo menos, domingo (22). A previsão é que a divisa do Triângulo Mineiro registre máximas de 34°C. No litoral, o clima deve ser mais ameno, mesmo assim, os termômetros podem chegar a 32°C.

Já na Serra da Mantiqueira, a mínima registrada no período é de 10°C, mas a baixa temperatura é prevista apenas nas primeiras horas do dia, e, como o céu deve seguir sem nuvens, a temperatura sobe em poucas horas. No fim da tarde, a expectativa é que a temperatura também caia rapidamente.

Não há previsão de chuvas para os próximos dias, informa Alves, e, se acontecer, deve ser de forma fraca e em regiões isoladas do estado.

Para que se evite problemas de saúde relacionados ao tempo seco, é necessário cuidados que envolvam ingestão de líquidos. Além disso, a atividade física deve ser restrita ao início e ao fim do dia -por isso, a recomendação é não se exercitar entre às 10h e às 17h, período no qual o calor costuma ser ainda mais forte.

Reportagem do jornal Agora, do Grupo Folha, mostrou que incêndios em vegetação subiram 8,4% em São Paulo -os dados comparam os meses de janeiro e julho do ano passado com os de 2021, um dos fatores que contribuem para os incêndios são a estiagem e o tempo seco, típicos do inverno. A alta nos casos, porém, também está relacionada à crise climática do planeta.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a umidade do ar ideal para a saúde dos seres humanos deve ser entre 50% e 60%. Alves afirma que o tempo seco é uma característica comum do inverno e que costuma ser um problema principalmente na região central do Brasil.

Assim, a expectativa é que Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registrem os piores níveis de tempo seco. Nesses estados, a umidade pode ficar abaixo dos 12% -a título de comparação, o deserto do Atacama, no Chile, que é considerado um dos mais áridos do mundo, registra 7% de umidade nesta semana.

No Centro-Oeste do Brasil, os termômetros com temperaturas acima de 40ºC e a baixa umidade acendem um alerta para o grande risco de incêndios florestais. Também é preciso um cuidado ainda maior com a saúde para se evitar doenças pulmonares e dores de cabeça.

Quem vive nessa região do país, além da ingestão de muita água, não é indicada a prática de atividades físicas neste período, pois elas podem ser nocivas para a saúde. Também é recomendado que se evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia e o consumo de bebidas diuréticas, como café e álcool. O uso de hidratante para a pele e umidificação do ambiente é indicado.

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