quarta-feira, 22, julho, 2026, 11:54
CIDADESJUNDIAÍ

Morte da jovem Bruna, de 25 anos, causa revolta de familiares

Morreu no último final de semana, na cidade de Piracicaba, a jovem de Jundiaí, Bruna Stefani de Oliveira , de 25 anos, do Parque Eloy chaves.

Ela tinha ido a trabalho como gerente de loja e passou mal na noite de sábado (21).

Segundo Gisele Oliveira, que morava com ela no mesmo imóvel, houve tentativa de socorro em quatro unidades hospitalares e só na última constataram que o caso era grave, evoluindo para óbito.

O primeiro médico mandou tomar Dramin para os vômitos, mas não houve realização de exames para verificar o que ela tinha.

O laudo médico deu como causa da morte pneumonia broncoaspirativa e hemorragia. A família está revoltada.

Para Gisele houve negligência médica das unidades hospitalares que procurou ajuda para Bruna. Veja o relato que ela publicou nas redes sociais:

“Essa é a Bruna. Ela tinha apenas 25 anos. Uma vida inteira pela frente.

Estava tudo bem, zeramos uma série que estávamos assistindo, dormimos e eu acordei de madrugada com ela me pedindo ajuda, pois estava passando mal, com muita dor de cabeça, vomitando e com o corpo formigando.

Chamei a ambulância em Piracicaba onde estávamos morando.

Ela estava com muita dor, mas consciente.

Fui seguindo a ambulância e quando chegou na UPA da Vila Resende, ela foi pra emergência e deram apenas Dramin.

O médico fez pouco caso. Ela teve um péssimo atendimento. O médico me chamou e disse que ela já estava liberada, para ir embora, sem ao menos fazer nenhum tipo de exame.

Eu questionei ele pois ela não estava bem e ele havia dado alta pra ela. O mesmo disse que ela precisaria sair da cadeira onde estava, pois ele precisava atender outra emergência.

Atendimento horrível e não tenho dúvida que tudo poderia ter sido evitado se ela tivesse tido um atendimento descendente.

Fomos para casa, ligamos para a mãe dela para saber se poderia tomar outro Dramin, pois ela estava vomitando muito e com muita dor de cabeça.

Como a ambulância tinha demorado muito, e ela estava com muita dor, decidi levar ela para o Hospital Regional de Piracicaba.

Quando chegamos lá ela estava consciente. Mas com muita dor.

Ela saiu do carro e foi andando para a Recepção, pedindo ajuda. Implorando ajuda.

Uma responsável da recepção informou que não poderia dar atendimento pra ela pois era um hospital que que só atendia consultas. Mas não atendia emergência.

Informou que ela estava tendo crise de ansiedade e que precisaria ir em outro local para ter atendimento.

Em nenhum momento ofereceu nenhuma ajuda e nem se dispôs a chamar uma ambulância para chegar mais rápido no hospital.

Coloquei ela no carro e fui para a UPA Piracicamirim onde ela teve um atendimento descente.

Levaram ela pra emergência e ela teve duas paradas cardíacas.

O médico disse que o estado dela era grave, mas estávamos com fé que iria dar tudo certo.

Conseguiram uma vaga pra ela em um hospital onde tinham mais recursos para ela ficar bem.

Consegui ver ela intubada e foi uma dor tão grande que eu nunca tinha sentindo.

Ela foi transferida para o Hospital Fornecedores Cana.

Quando chegamos no hospital eles medicaram ela. A médica disse que o estado dela era gravíssimo e que poderia vir a óbito.

E foi o que aconteceu. Eu vi ela sem vida, deitada naquele hospital e não dava pra acreditar.

PODERIA TER SIDO EVITADO SE ELA TIVESSE TIDO UM ATENDIMENDO DESCENTE NA PRIMEIRA UPA QUE FOMOS.

ELA PASSOU POR 4 HOSPITAIS DIFERENTES.

NADA PODE TRAZER ELA DE VOLTA, MAS A JUSTIÇA PRECISA SER FEITA.

Te amarei pra sempre Bruna.

Obrigada por ter sido tão especial na minha vida. Sua alegria era contagiante.

Vou fazer a justiça aqui por você e que ninguém mais passe por isso.

#piracicaba #injustiça #negligenciamedica”, comentou Gisele em seu desabafo.