Com queda de casos, São Vicente reduz 35% dos leitos destinados a Covid

A partir desta terça-feira (14), o Hospital São Vicente de Paulo (HSV) passa a contar com 29 leitos dedicados ao atendimento aos casos de COVID-19. A readequação – validada pelo Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC) da Prefeitura de Jundiaí -, com a redução de 35% é resultado de 13 semanas de queda no número de internações decorrentes da doença no equipamento público que é referência em atendimento para Jundiaí e região. A medida também faz parte das iniciativas do Plano Pós-COVID-19, com a destinação dos leitos para os demais atendimentos de alta complexidade desenvolvidos pelo equipamento.

O HSV passa a contabilizar 29 leitos dedicados ao atendimento dos casos derivados da COVID-19, sendo 22 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 7 de enfermaria. Até segunda-feira (13), o equipamento destinava 45 leitos no total para a pandemia, sendo 29 de UTI e 16 de enfermaria.

“Jundiaí colhe os resultados das ações efetivas de enfrentamento realizadas desde antes da circulação do vírus na cidade. Hoje, com quase 80% da população já iniciada na vacinação contra a COVID-19, a queda no número de pessoas que precisam de internação reflete a efetividade da vacinação”, comenta o prefeito Luiz Fernando Machado.

De acordo com dados da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), a cidade vivencia 11 semanas seguidas de queda no número de pacientes ocupando um leito COVID dia no município. Na análise apenas do serviço público, a queda tem mais tempo, são 13 semanas em redução, passando de 193 internações na semana de 15/03 a 21/03, para 15 internações na semana entre 06 a 12 de setembro.

“A cidade ainda contabiliza números estáveis em síndrome gripal por semana, com média de 1,8 mil atendimentos realizados por semana nas últimas 10 semanas. Há leve queda no número de confirmados, 13,6% entre os últimos 15 dias. Com esse cenário, conseguimos reduzir os leitos dedicados exclusivamente à COVID-19, readequando para as demais necessidades, que não pararam ao longo da pandemia”, comenta o gestor Tiago Texera, que completa: “o vírus ainda circula e contamina, mas não está conseguindo quebrar a barreira da vacina. Por isso é essencial que a população mantenha as medidas de proteção.”