Jundiaí abre nova agenda para vacinação de adolescentes

Nesta sexta-feira (17), às 17h, nos canais digitais (site e APP Jundiaí) da Prefeitura de Jundiaí, será aberta nova agenda de vacinação em primeira dose para adolescentes entre 12 a 17 anos contra COVID-19. A aplicação será feita na segunda-feira em polos à escolha do usuário. A vacina será da Pfizer, que não foi suspensa pelo Governo do Estado de São Paulo.

De acordo com a enfermeira e gerente da Vigilância Epidemiológica (VE), Maria do Carmo Possidente, além do agendamento para garantir dia e horário para aplicação da vacina, é essencial que os adolescentes façam o pré-cadastro no site Vacina Já, do Governo do Estado. O processo agiliza o atendimento.

“Os adolescentes, assim como os demais grupos, devem apresentar documento com foto, CPF, comprovante de residência e, de preferência, comparecer acompanhado por um adulto responsável. Caso não seja possível, levar a declaração disponível no site da Prefeitura, assinada por um responsável”, comenta.

Quem não possui o CPF pode fazer a solicitação pelo site dos Correios ou comparecer a uma agência de Correios, que a numeração sairá no mesmo momento.

Nova entrega
Nesta quinta-feira (16), as equipes da Unidade de Gestão de Promoção de Saúde (UGPS) realizaram nova retirada de doses de vacinas contra COVID-19 para segunda aplicação para pessoas com 40 a 59 anos. Nesta 60ª Grade foram entreguem 7,5 mil doses de vacinas.]

Estado de SP mantém a vacinação

PATRÍCIA PASQUINI

(FOLHAPRESS) – O estado e a prefeitura de São Paulo decidiram manter os adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidade na lista das pessoas que serão vacinadas contra a Covid-19, contrariando a nova orientação divulgada pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (15).

O governo de São Paulo criticou a decisão do Ministério da Saúde, e a prefeitura da capital especulou que a restrição se explica por razões logísticas, já que há relatos sobre falta de doses em algumas capitais.

Em nota da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-1, vinculada ao Ministério da Saúde, a pasta diz ter revisado a recomendação para imunização de adolescentes sem comorbidade. O órgão federal restringiu o esquema vacinal ao público de 12 a 17 anos com comorbidade ou deficiência e aos privados de liberdade.

A decisão pegou estados e municípios de surpresa. O governo de São Paulo disse lamentar a decisão do Ministério da Saúde e afirmou que ela vai na contramão de autoridades sanitárias de vários países.

“A medida cria insegurança e causa apreensão em milhões de adolescentes e famílias que esperam ver os seus filhos imunizados, além de professores que convivem com eles”, diz trecho de nota enviada pela gestão de João Doria (PSDB).

“Coibir a vacinação integral dos jovens de 12 a 17 anos é menosprezar o impacto da pandemia na vida deste público”, diz a nota. De acordo com o governo de São Paulo, 3 a cada 10 adolescentes que morreram com Covid no estado não tinham comorbidades.

“Infelizmente, e mais uma vez, as diretrizes do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde chegaram com atraso e descompassadas com a realidade dos estados, que em sua maioria já estão com a vacinação em curso”, afirma a gestão Doria.

No estado, cerca de 2,4 milhões de pessoas entre 12 e 17 anos já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid -72% deste público.

Fico surpreso e indignado, como pai que sou de adolescentes, desta orientação do Ministério da Saúde descabida e ao mesmo tempo que traz intranquilidade para milhões de pais em todo o Brasil. Não há nenhuma razão concreta que a ciência determine e ampare para suspender a vacinação de jovens de 12 a 17 anos. Portanto, São Paulo vai seguir vacinando todos os jovens de 12 a 17 anos”, diz o governador João Doria em vídeo publicado nas redes sociais.

Na capital paulista, até 15 de setembro, foram aplicadas 712.499 primeiras doses em adolescentes de 12 a 17 anos de idade, representando 84,4% de cobertura vacinal do público, estimado em 844.073 pessoas. A gestão de Ricardo Nunes (MDB) afirmou em nota que, por esse motivo, não interromperá a vacianção dessa faixa etária.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo afirma ainda que “a Organização Mundial da Saúde recomenda a vacinação dos adolescentes acima de 12 anos com o imunizante da Pfizer, com indicação e aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária”.

A secretaria também diz que “a restrição imposta pelo governo federal [se deve a] questão logística”, já que se trata “de um imunizante eficaz e seguro previamente autorizado”.

Diversos estados enfrentam problemas com falta de doses para seguir com o calendário de vacinação.

O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) pediram nesta quinta-feira (16) posicionamento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre a vacinação de adolescentes sem comorbidade após o Ministério da Saúde rever orientação para imunização desse grupo.

Secretários disseram ao jornal Folha de S.Paulo que não foram consultados e que a mudança não passou pela Câmara Técnica do PNI (Programa Nacional de Imunizações).

O texto do ministério afirma que a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid- 19 “revisou a recomendação” para imunização do grupo e diz que a OMS não orienta a imunização de criança e adolescente, que a maioria dos jovens dessa idade sem comorbidade com Covid apresenta “evolução benigna” da doença, entre outros pontos.

O ministério também afirma que não estão claramente definidos os benefícios de vacinar adolescentes sem comorbidade

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