Funcionários da Educação fazem protesto em Jundiaí

Funcionários da Secretaria de Educação do Estado realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (18) na frente da Diretoria de Ensino, na Escola Siqueira de Moraes, na rua 23 de Maio, no Vianelo, em Jundiaí.

A categoria protesta porque o governador João Doria concedeu abono para os professores. Já os funcionários, que trabalham na manutenção e nas atividades das escolas foram deixados de fora.

A categoria também pede reajuste de salários e reposição das perdas dos últimos anos.

“Todos os dias, inclusive durante a pandemia, a escola que seu filho estuda estava de portas abertas! Nas escolas públicas existem funcionários que cuidam de tudo para que seus filhos tenham a possibilidade de ter aulas com os professores da rede. Esses funcionários são integrantes do Q E e QSE, simplificando somos os braços, a mão de obra, o pessoal que literalmente trabalha duro abrindo portas, portões, entregando livros, olhando seus filhos no corredor, pátio, intervalo, fazemos o documento mais importante da vida escolar que é o histórico do ensino fundamental/médio, seu famoso diploma! É para a “tia”, para o “tio” (nós AOES, QAEs, QSE, que os alunos reclamam das brigas, que o seu estojo foi perdido, se pode brincar no pátio, se hoje vai sair mais cedo. Somos nós mães/pais que percebemos que seu filho está triste, que chegou com fome, que precisa de um ombro amigo, afinal somos seus tios e tias!”, diz nota divulgada pelos trabalhadores.

“Sem a gente a escola não funciona!”, destacam.  “Nós também somos educadores, também fazemos parte da educação, e estamos há muito tempo sendo oprimidos e desvalorizados”.

Segundo os funcionários, eles recebem R$ 1 mil de salário por mês, para muita responsabilidade.

“Problema Jurídico”

O secretário de Educação do Estado, Rossieli Soares, disse em entrevista a Rodrigo Bocardi, no jornal “Bom dia SP”, da Globo, que há um problema jurídico para que o Governo pague abono para a categoria.

Segundo ele, já pediu ao Jurídico da Secretaria para buscar uma solução.

Ele reconhece que há defasagem salarial. Mas que existe uma Lei Federal que impede reajustes salariais do funcionalismo de qualquer área no País.

Uma das alternativas foi alterar a nomenclatura da categoria, que está tramitando na Assembleia Legislativa do Estado, para incluir os agentes no Quadro Pedagógico.

Segundo o secretário, pela atual legislação o Governo fica impedido de fazer qualquer coisa que a categoria reivindica.

 

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