quinta-feira, 4, junho, 2026, 07:02
CIDADESVARIEDADES

A despedida a Marília Mendonça reúne milhares de pessoas

JAIRO MALTA

(FOLHAPRESS) – Marília Mendonça, morta em um acidente de avião, foi enterrada no início da noite deste sábado, no cemitério Parque Memorial Goiânia, junto ao seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho. Os caixões, que saíram em cortejo em caminhões do Corpo de Bombeiros às 16h50 do ginásio Goiânia Arena, na capital goiana onde vivia a cantora, seguiram por ruas e rodovias da cidade sob olhares de fãs e curiosos.

O caminho entre o ginásio, onde os corpos foram velados, até o cemitério foi conduzido pelos bombeiros com escolta de batedores da Polícia Militar. O trajeto de dez quilômetros durou uma hora e meia. Dezenas de ônibus cantores sertanejos, como os de Simone e Simaria, Israel e Rodolffo e Vitor e Luan, acompanharam o cortejo.

Após um velório marcado por orações e uma multidão de visitantes, artistas, amigos e familiares deram o último adeus a Mendonça na cerimônia reservada apenas para as pessoas mais próximas da cantora.

O produtor musical Henrique Ribeiro, morto também no acidente, foi enterrado por volta das 17h25 em Salvador. Ele trabalhava havia seis anos com a cantora e antes havia sido produtor do sertanejo Cristiano Araújo, também vítima de um acidente fatal em 2015.

O velório, que durou três horas, teve a presença de artistas brasileiros com Henrique e Juliano, Maiara e Maraisa, Luisa Sonza e da dupla João Neto e Frederico.

Dezenas de outros artistas que não puderam estar presentes, como Zezé Di Camargo, Zé Neto e Cristiano e Chitãozinho e Xororó, enviaram coroas de flores em homenagem a Marília Mendonça.

 

Avião não tinha caixa-preta

EDUARDO MOURA

(FOLHAPRESS) – O avião que transportava Marília Mendonça não possuía caixa-preta, uma vez que esse tipo de aeronave não requer o equipamento, segundo o tenente-coronel aviador Oziel Silveira, do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos).

A equipe do Cenipa conseguiu, porém, encontrar o equipamento de geolocalização que dá coordenadas dos locais por onde a aeronave pode ter passado, mas ainda não foi feita nenhuma análise.

“Nosso trabalho é achar evidências. Então isso vai ser analisado em outro momento, não hoje”, disse o tenente-coronel.

Segundo ele, a equipe não identificou evidências de colisão com árvores. Houve rompimento de um cabo da rede elétrica. “Se isso é fator contribuinte, vai ser a frente estudado e analisado”, afirmou Silveira.

O Cenipa também não declarou em quanto tempo o relatório final com as conclusões das análises deve ficar pronto.

 

Bombeiros encerram os trabalhos no local do acidente

LUCAS VALENÇA

BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) – Os bombeiros de Minas Gerais finalizaram, na tarde deste sábado (6), os trabalhos de estabilização e retirada de pertences do avião no qual viajava a cantora Marília Mendonça. Militares da corporação apoiavam o trabalho de representantes da FAB (Força Aérea Brasileira) recolheram documentos e outros materiais no local do acidente, em Caratinga (MG), para fins de investigação.

A partir de agora, o local fica sob os cuidados da Aeronáutica e outros órgãos competentes para perícias e demais providências.

A cantora Marília Mendonça morreu aos 26 anos em um acidente de avião na zona rural de Piedade de Caratinga (309 km a leste de Belo Horizonte, em Minas Gerais). Além da artista, outras quatro pessoas foram vítimas do acidente. São eles o assessor e tio da cantora, Abicieli Silveira Dias Filho, seu produtor, Henrique

Bonfim Ribeiro, conhecido como Henrique Bahia, o piloto e o copiloto, Geraldo Martins de Medeiros e Tarciso Pessoa Viana.

O avião que levava a cantora atingiu o cabo de uma torre de distribuição de energia elétrica antes de cair em um curso d’água, conforme informou a CemigA Cemig também detalhou que após o acidente cerca de 33 mil pessoas, que dependem da Linha de Distribuição (LD) Caratinga 1, ficaram sem energia. (Companhia Energética de Minas Gerais), que administra o fornecimento de eletricidade na região.

A aeronave que caiu pertence à PEC Taxi Aéreo, empresa sediada em Goiânia, e foi comprado em julho de 2020, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). De modelo Beech Aircraft, a aeronave foi fabricada em 1984 e tinha capacidade para seis passageiros.