quarta-feira, 3, junho, 2026, 00:06
CIDADESJUNDIAÍ

Moradores de prédio onde houve incêndio precisam de doações

Muitos dos moradores do Edifício Azaleia, no Condomínio Cidade Jardim, em Jundiaí, estão precisando de alguns itens como doação. Eles ficaram desabrigados com a interdição do prédio depois de incêndio em apartamento do 2º andar nesta terça-feira (09). São famílias que não têm parentes em Jundiaí ou cidades próximas e tiveram de se instalar no Salão de Festas.

Um pedido de ajuda foi enviado ao “Jornal da Região” pelos moradores que têm crianças e animais de estimação, mas ficaram sem poder entrar em casa com a interdição feita pela Defesa Civil.

Uma leitora disse que as famílias estão precisando de garrafas de água, sucos, leite, alimentos prontos, como marmitex (uma vez que não dá para eles cozinharem no local), materiais descartáveis para a alimentação, produtos de higiene e ração para os pets.

As doações podem ser deixadas na portaria do condomínio do Cidade Jardim.

 

 

Eles contam que os moradores de outros prédios já ajudaram durante o dia, principalmente com alimentos e água. Mas há muita gente que não conseguiu um abrigo e havia pessoas que estavam trabalhando e não puderam entrar em casa à noite.

O prédio onde houve o incêndio possuí 15 andares com 120 apartamentos.

O comandante da Defesa Civil, coronel João Osório Gimenez Germano, disse que é necessária a interdição, porque o prédio ficou sem energia elétrica e com a fiação sendo queimada no incêndio.

Os elevadores não funcionam.

Os apartamentos estão todos na escuridão e se alguém acender uma vela pode provocar outro incêndio ou nova tragédia.

Ele também comentou que não se sabe como ficaram as instalações de gás, redes hidráulicas e os elevadores. Os conduítes de TVs e telefonia também precisam ser verificados. É tudo muito complexo.

O coronel explicou que não há prazo para liberação do prédio.

Ele está mantendo contato permanente com o Síndico e os engenheiros da Construtora Santa Ângela, que se prontificaram a auxiliar mostrando todas as instalações.

Gimenez disse ao “Jornal da Região” que a liberação para os moradores voltarem para casa só vai ocorrer depois de todos os testes de segurança serem realizados.

“Não podemos correr riscos. São vidas e não somos irresponsáveis. Trabalhamos com prevenção”, disse.

 

Inquérito Policial

O delegado Paulo Sérgio Martins, do 4º Distrito Policial de Jundiaí, abriu inquérito na tarde desta terça-feira (04) para apurar responsabilidades.

A Comgás já emitiu uma nota enviada ao “Jornal da Região” informando que não houve vazamento em sua rede e os técnicos fecharam os registros por prevenção, até a verificação de que não há vazamentos na rede interna depois do incêndio.

De acordo com depoimento de funcionários ao delegado Paulo Sérgio Martins havia um prestador de serviços manipulando materiais químicos para impermeabilização de sofá, na hora da explosão.

O carro do prestador de serviços ainda estava no estacionamento quando o delegado e sua equipe de investigadores compareceram para verificar o que tinha ocorrido.

O delegado solicitou ao condomínio que apresentasse os dados da Portaria, de acesso do prestador, que será intimado para prestar depoimento.

Profissionais falam do incêndio

O “Jornal da Região” recebeu vários pedidos de esclarecimentos de empresas que trabalham com higienização de sofás. Elas dizem que as soluções para limpeza e impermeabilização precisam ser diluídas, moradores retirados dos ambientes e as janelas devem ficar abertas durante todo o trabalho.

Esses profissionais também orientam a população que solicitar serviços de limpeza para contratar empresas especializadas ou profissionais com referência no mercado.

Todas as evidências, segundo a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros apontam para a explosão ambiental a partir do apartamento onde era realizado o serviço pelo prestador externo ao condomínio.

Salvamento

Moradores também elogiaram a atuação dos funcionários e do Corpo de Bombeiros de Jundiaí, além da Polícia Militar e dos socorristas do SAMU e do SAEC da Prefeitura, que foram rápidos em auxiliar quem estava nos apartamentos.

Havia até cadeirantes. Nove pessoas foram socorridas e duas delas em estado mais delicado, com queimaduras.

O Hospital Paulo Sacramento informou que não fornece o quadro de saúde de seus pacientes, apenas para familiares.

FOTO: Motoboy Xororó

Durante a noite um leitor do “JR” levou suas doações