Trem rápido Intercidades vai sofrer novo atraso
O Governo do Estado adiou para março a conclusão do edital para a licitação da Parceria Público Privada (PPP) para construção da estrutura do Trem Intercidades.
A previsão é de que a assinatura de contrato ocorra neste ano, com investimentos de R$ 8,5 bilhões para a linha da Capital com parada em Jundiaí e “ponto final” em Campinas.
O prazo anterior era dezembro do ano passado, para lançamento do edital internacional.
O governador João Doria prometia que o trem rápido faria a Capital até Jundiaí em cerca de 30 minutos.
A Secretaria de Transportes Metropolitanos anunciou que o adiamento no lançamento do edital se deve à inclusão de propostas novas geradas em audiências públicas.
Propostas de Jundiaí
Em dezembro do ano passado a Prefeitura de Jundiaí anunciou que, para o trem poder cortar a cidade seriam necessárias 17 obras, desde mudança de traçado na divisa com Várzea Paulista; melhorias na Estação Ferroviária; travessia sobre o Rio Jundiaí e na Rodovia João Cereser, além do Corrupira.
Na divisa com Várzea Paulista serão realizadas obras para o pátio de trens e uma oficina.
A nova Estação Ferroviária seria adaptada para receber os trens rápidos.
Sobre a Avenida Frederico Ozanan, próximo ao Maxi Shopping, a linha férrea deverá ter duplicação, interferindo no trânsito local durante o período de obras.
Na Rodovia João Cereser também há necessidade de duplicação da linha férrea e a Prefeitura já se antecipou no caso do Corrupira, buscando recursos para construir um viaduto sobre a linha, já que existe dificuldades em solucionar o caso do pontilhão da Nicola Accieri com a Rodovia Vereador Geraldo Dias.
A Prefeitura entregou ao Governo do Estado todas as obras que serão necessárias. para que o trem rápido possa “cortar” a cidade em direção de Campinas.
A expectativa do Governo é de que o trem circule em até quatro anos após a assinatura de contrato, parcialmente e de sete anos na linha completa até Campinas.