Corpo de Juliana é sepultado em Jundiaí
O corpo da jovem Juliana Souza Oliveira, de 27 anos, que foi queimado e deixado dentro de um tambor, em Campo Limpo Paulista foi sepultado neste sábado (05) no Cemitério Memorial Parque da Paz, em Jundiaí. Isso só foi possível com a chegada do exame de DNA feito pelo Instituto Médico Legal (IML), em São Paulo. Veja abaixo como foi o procedimento.
A Polícia Civil de Campo Limpo encontrou o corpo da jovem no dia 20 de dezembro, em um barranco de loteamento às margens da Rodovia Edgard Máximo Zambotto.
Juliana estava desaparecida desde 1º de dezembro.
O principal suspeito de ter matado a jovem é o cunhado, casado com a irmã dela.
No dia do desaparecimento ele percorreu algumas ruas da cidade com a jovem e, no final do dia já tinha feito saques da conta de Juliana que somavam a quantia de R$ 4 mil.
Ele foi preso pela equipe do delegado Rafael Diorio Costa e sempre negou o crime, além de negar qualquer envolvimento com a jovem – apesar das evidências conseguidas pela Polícia.
Estudo do DNA
O Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí atendeu pedido do delegado Rafael Diorio em dezembro do ano passado, para coleta de material para estudo de DNA. Foram coletados materiais da arcada dentária do corpo encontrado queimado e enviados para São Paulo no Instituto de Criminalística junto com materiais das irmãs e da mãe da vítima.
Durante o trabalho dos peritos em São Paulo, que teve início no dia 29 de dezembro, foram conferidos os exames de vínculo genético.
Os especialistas explicam que cada cidadão possui um DNA. Mas algumas características genéticas são herdadas do pai ou da mãe, que podem ser “rastreadas” durante a investigação. Foi o que eles realizaram com os materiais fornecidos por três membros da família de Juliana.
Essa análise nos laboratórios da Superintendência da Polícia Técnico-Científica apresentou marcadores genéticos com 99,99% de precisão confirmando que o corpo era mesmo de Juliana.
O caso agora ficará sob responsabilidade do Ministério Público de Campo Limpo Paulista, para oferecer a denúncia contra o cunhado da jovem, Reginaldo Barnosa, que está preso a pedido do delegado Rafael Diorio.


