Após morte, associação pede fim do sobreaviso na Polícia Civil
“Trinta dias de sobreaviso é absurdo e desumano”. A crítica é de Gustavo Mesquita Galvão Bueno, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP), após a morte de mais um delegado do interior do estado que trabalhava nesta modalidade e saiu na madrugada para atender a uma ocorrência numa cidade vizinha.
A ADPESP enviou ofício à Delegacia Geral de Polícia Civil pedindo o FIM do sobreaviso ininterrupto.
O documento alerta para o desgaste físico e mental dos profissionais, que “praticamente ficam vedados de assumirem compromissos pessoais”, estando “inteiramente à disposição da Instituição, todas as horas do mês”.
A Associação esclarece que, no regime de sobreaviso, o policial permanece à disposição do trabalho 24h/dia, sete dias por semana, sem direito a período de descanso ou lazer.
Esse regime de trabalho é fruto do déficit de policiais civis.
Para ler o OFÍCIO enviado à DGP: https://www.adpesp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Oficio_DGP_Escala-Sobreaviso.pdf
Delegado morreu em acidente
O delegado da Polícia Civil de Araçatuba-SP, Marcos Roberto Alves da Costa, de 57 anos, morreu, na madrugada de segunda-feira (21), após um acidente grave na Rodovia Vicinal Antônio Vilela, em Vicentinópolis, distrito de Santo Antônio do Aracanguá-SP.
O delegado seguia para a cidade de Gastão Vidigal-SP, para atender uma ocorrência e estava de sobreaviso, trabalhando horas sem descanso.



