Mulher denuncia marido por tentar matá-la e diz que era ‘escrava’

A Guarda Municipal de Jundiaí prendeu um homem de 50 anos acusado de tentativa de feminicídio, estupros seguidos e violência doméstica contra a esposa, de 57 anos. A mulher disse que vem sendo usada como “escrava sexual” pelo companheiro e sofre agressões há muitos anos, mas só agora resolveu denunciá-lo.

A vítima relatou ao delegado Rodrigo Lima Leite Carvalhaes do Plantão da Polícia Civil de Jundiaí que o marido chegou em casa violento, a pegou pelos seios empurrando e proferindo palavras de baixo calão. Depois passou a enforcá-la, só não consumando a morte porque o filho entrou no meio e a salvou.

A mulher e o filho se trancaram no quarto e ligaram para a Guarda Municipal de Jundiaí pedindo socorro.

Quando os guardas chegaram deram voz de prisão ao autor.

Comida estragada

A mulher relatou que há muitos anos vem sofrendo violência de todos os tipos, sendo obrigada a comer comida estragada. Que o marido guarda comida de vários dias e restos para ela comer, como se fosse um animal.

Disse que já foi enforcada outras vezes e o marido a estupra frequentemente, fazendo-a de escrava sexual, com todos os tipos de atos.

Só ele come comida boa e fresca e se alimenta fora de casa, deixando comida estragar e faz com que ela consuma tudo.

Como estava há muito tempo sem comer, os policiais civis da Delegacia ofereceram um lanche de presunto. A mulher se emocionou e disse que fazia muitos anos que não comia algo fresco e saboroso.

A mulher contou ao delegado que o marido precisa ficar preso, para ter paz na vida.

Por causa das agressões que vem sofrendo há anos ela possuí várias sequelas, inclusive a perda da visão em um dos olhos devido aos socos que recebeu do companheiro. Já foi enforcada outras vezes até quase desfalecer.

Questionada do motivo de não ter deixado ele antes, disse que temia pela sua vida, já que ele a ameaçou de morte caso faça isso.

Que o marido e os amigos dele vão dar um fim nela. Contou que ela é pensionista do INSS por invalidez e mantém a casa, sendo que o marido é quem paga o aluguel e gasta o que ganha com “amantes” na rua.

A mulher implorou ao delegado para mandar o marido para a Cadeia, para que ele dê sossego a ela.

Em seu despacho enviado à Justiça o delegado Rodrigo Lima Leite Carvalhaes comenta que o homem oferece perigo à vida da mulher e que precisa ser mantido na Cadeia. Ele determinou o recolhimento do acusado para a cela do Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, até a decisão da Justiça.

“Sou objeto sexual dele. Sei que depois de vir na Delegacia, se ele não ficar preso, vou morrer”, comentou a mulher.

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