Jundiaí registrou 656 casos de Covid em crianças de 3 a 5 anos

A Prefeitura de Jundiaí informa que a cidade aguarda o encaminhamento de grade de Coronavac para o início da vacinação contra COVID-19 do público entre 3 e menores de 5 anos.

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde, responsável pela distribuição das doses aos municípios paulistas, ela ainda não recebeu do Ministério da Saúde, as vacinas para a aplicação no novo grupo.

Em Jundiaí, de acordo com o Boletim Epidemiológico disponível no site da Prefeitura de Jundiaí, desde o início da pandemia, no grupo de crianças entre 3 a menores de 5 anos, foram registrados 656 casos de COVID-19, sem óbitos.

Em Franco da Rocha a Prefeitura tem convocado os pais para a vacinação dos filhos nessa faixa etária.

Baixa procura na Capital

PATRÍCIA PASQUINI

(FOLHAPRESS) – O primeiro dia de vacinação contra a Covid-19 para crianças de 3 e 4 anos com comorbidades, deficiência permanente e indígenas na cidade de São Paulo teve movimento fraco nas UBS (Unidade Básica de Saúde).

Desde a manhã desta quarta-feira (20), a reportagem percorreu diversos pontos de imunização da capital paulista. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o público total da nova faixa é de cerca de 15 mil pessoas.

Na UBS Boracea, localizada no Bom Retiro (região central), nenhuma criança de 3 e 4 anos tinha sido imunizada até o início da tarde. Na UBS Santa Cecília – Dr. Humberto Pascale, também no centro, apenas uma recebeu a vacina.

Funcionários afirmaram ainda que, devido a problemas com a internet, a unidade também não estava cadastrando crianças de 3 e 4 anos para a xepa da vacina contra a Covid, que começou oficialmente nesta quarta na cidade.

A reportagem também esteve na UBSs Humaitá, Cambuci (ambas no centro), Dr. Oswaldo Marasca Júnior (zona sul), Vila Romana (zona oeste) e na AMA/UBS Integrada Água Rasa (zona leste). Em todas, os funcionários relataram que a busca pela vacina foi baixa durante todo o dia.

Para a pediatra Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a baixa adesão se deve à falta de comunicação.

“Tenho certeza de que os pais dessa faixa etária não sabem da vacinação porque a comunicação com a população está sendo muito ruim. É imprescindível incentivar a vacinação. As pessoas precisam ter o conhecimento e entender a importância [da vacina]”, afirma Levi.

A pediatra afirma que não existe medicamento preventivo contra a Covid-19 para essa faixa etária. “A única ferramenta que nós temos de medida não farmacológica é a vacina. Para imunodeficientes em qualquer idade a resposta imune não é tão elevada”, afirma ela.

Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde recomendou a aplicação da Coronavac nessa faixa etária. Dois dias antes, o uso emergencial desse imunizante para crianças de 3 a 5 anos foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Como São Paulo não tem doses suficientes para aplicar em toda a população de 3 e 4 anos, por enquanto ela só está liberada para crianças com comorbidades, deficiência permanente ou indígenas.

Para a médica, há comprovação da eficácia do imunizante contra os casos graves e as mortes pela Covid-19. “Quanto antes vacinar, melhor. A grande maioria da Síndrome Respiratória Aguda Grave internada, dos casos de UTI e dos óbitos são de não vacinados”, diz ela.

A vacina também protege contra a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), uma complicação grave em crianças, e contra a Covid longa.

O esquema vacinal indicado pela Anvisa é igual ao do restante da população: mesma dosagem e intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda dose.

No ato da vacinação, os responsáveis deverão apresentar documento de identificação –preferencialmente com CPF– do menor, comprovante de condição de risco, como receitas ou relatórios físicos ou digitais, desde que tenha a identificação do paciente, CRM com carimbo do médico e dentro da validade de dois anos.

Além da proteção contra a Covid-19, os pais podem aproveitar para vacinar as crianças contra outras doenças.

Também a partir desta quarta, crianças de 3 e 4 anos sem comorbidades ou deficiência podem ser inscritas nas UBS para o recebimento de doses remanescentes, a chamada xepa. A inscrição deve ser feita na unidade de referência da criança, perto da residência ou da escola.

Os pais ou responsáveis devem apresentar comprovante de endereço e telefone para a convocação.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, até as 18h desta quarta-feira (20), 418 doses foram aplicadas no público elegível de 3 e 4 anos de idade.

Em relação a UBS Humberto Pascale, a secretaria afirma que a inscrição na lista de doses remanescentes é realizada de forma manual e que o serviço funcionou normalmente nesta quarta.

 

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