quinta-feira, 4, junho, 2026, 00:08
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Defensoria consegue impedir na Justiça a triagem na Cracolândia de Jundiaí

A Defensoria Pública ingressou com ação na 1ª Vara Criminal de Jundiaí, considerando inconstitucional o trabalho realizado pela Prefeitura da cidade, junto com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), para triagem dos frequentadores da Cracolândia da Vila Aparecida.

Na última quinta-feira (25) o “Jornal da Região” mostrou que pelo menos 32 pessoas foram encaminhadas até a sede da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para serem qualificadas e terem seus antecedentes criminais verificados.

No dia dos fatos, a maioria não portava documentos.

Um dos detidos disse que sabia que era procurado da Justiça – mas não portava documentos. Na Delegacia foram coletadas as impressões digitais para pesquisa no sistema do Instituto de Identificação.

Um casal manifestou interesse em ser conduzido para tratamento contra drogas, sendo conduzido por assistentes sociais.

A população elogiou a iniciativa.

Liberdade de locomoção

A Defensoria Pública ingressou com pedido de Habeas Corpus na 1ª Vara do Fórum, conseguindo resultado positivo contra a Prefeitura de Jundiaí e a Polícia Civil, sob a alegação de que o trabalho é contra a liberdade de locomoção, sendo abuso de poder.

Guardas municipais que participaram da ação chegaram a ser ameaçados de morte por alguns dos abordados no dia dos fatos.

Um deles disse, na frente da reportagem, que se soubesse onde o GM residia, iria “dar um jeito”, gritando e ameaçando na frente de todos.

Moradores da Zona Leste de Jundiaí estão cansados dos frequentadores da Cracolândia, que praticam furtos de fios e metais, para trocarem com drogas no Jardim São Camilo.

Um dos guardas municipais comentou ao “Jornal da Região” que agora não sabe mais como vai trabalhar quando a população ligar no 153, porque uma hora é o Superior Tribunal de Justiça (STJ) que proíbe o trabalho de Polícia. Depois, ações junto com as assistentes sociais e a DIG também são proibidas.

Nesta sexta-feira (02) o “Jornal da Região” publicou matéria com uma moradora da rua Marechal Deodoro da Fonseca, que já recebeu a visita quatro vezes de ladrões – que ela chama de “nóias”. Ela disse que vai comprar um pé-de-cabra para bater nos invasores de sua residência, porque não aguenta mais ir na Delegacia da Nove de Julho para prestar queixa dos furtos.

Um representante do Conselho de Segurança da Zona Leste disse que vai pedir aos diretores que convoquem a Defensoria Pública, para participar das reuniões. Eles entendem que os representantes não estão cientes do aumento da criminalidade na região.