terça-feira, 2, junho, 2026, 19:48
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Responsável pela agência de turismo avisa que não terá condições de cumprir compromissos

A responsável pela agência de turismo Personale, da Chácara Urbana, em Jundiaí, enviou e-mail para clientes informando que não terá condições financeiras de cumprir com os compromissos assumidos anteriormente. A pandemia do Coronovaríus afetou a empresa. Até agora são mais de R$ 200 mil que as vítimas tiveram de prejuízos.

Vários clientes compareceram no 7º Distrito Policial de Jundiaí para prestar queixa de estelionato, uma vez que compraram viagens e não receberam vouchers e muito menos as passagens.

Um dos clientes que compareceu na tarde desta terça-feira (22) na Delegacia de Polícia Civil da Avenida Nove de Julho, junto com o advogado Fábio Pereira Lopes, disse que seus pagamentos programados com cartões de crédito foram repassados para quitação de dívidas com outras empresas pela Personale, mas agora ficou sem passagem e sem devolução do dinheiro que pagou.

Um dos clientes afirmou ao delegado Leonardo Pontes Montenegro e agente Xororó que comprou dois pacotes de viagens, sendo um para os Estados Unidos, de R$ 18 mil, e visitaria a filha que reside por lá. O outro seria um cruzeiro marítimo. Ao procurar a empresa responsável pelo cruzeiro para a Europa foi informado de que eles não se responsabilizam por terceiros que comercializam as passagens.

O delegado Montenegro orienta as vítimas a prestarem queixa na Delegacia, para o inquérito policial que será encaminhado à Justiça.

Outros casos

Quatro clientes da agência de turismo Personale, da rua Eduardo Tomanik, na Chácara Urbana, em Jundiaí, compareceram no 7º Distrito Policial da Avenida Nove de Julho para prestar queixa de estelionato na segunda-feira (21).

As vítimas tiveram mais de R$ 100 mil em prejuízos, com viagens programadas para a Europa, sendo que não conseguiram os vouchers e nem as passagens para embarque.

Uma das vítimas contou ao agente Xororó e delegado Leonardo Pontes B. Montenegro que a agência fechou e ninguém consegue contato com os proprietários.

A primeira vítima relata que acertou viagem para a Europa para cidades turísticas para casal, em R$ 47 mil.

Com a pandemia a encarregada informou que houve uma diferença a ser paga de R$ 22 mil e mais outras despesas de mais R$ 5 mil.

O total entregue para a agência de viagens acabou chegando a R$ 74 mil.

A segunda vítima disse que contratou um plano de viagens para Capitais Imperiais da Europa, por R$ 17 mil em 2019. Não conseguiu reembolso quando a viagem foi cancelada devido à pandemia do Coronavírus e ficou combinado esperar até 2021. Também teve de pagar uma diferença de R$ 10 mil para ter a viagem, achando que estava tudo certo, mas não recebeu os vouchers e nem as passagens para poder embarcar e descobriu que a agência fechou.

Outra vítima disse ao delegado Leonardo Pontes B. Montenegro que pagou inicialmente R$ 17 mil pelo pacote das Capitais Imperiais da Europa, mas como o marido quis viajar também desembolsou R$ 28 mil. Também procurou os responsáveis e não localiza ninguém. Também não conseguiu reaver a quantia que foi paga, com descontos programados no cartão de crédito.

O delegado pede para outros clientes que estejam na mesma situação que procurem a Delegacia, para um inquérito conjunto.