Tite esconde escalação para jogo contra a Suíça

Por Marcio Dolzan e Ricardo Magatti

A seleção brasileira que irá enfrentar a Suíça pela segunda rodada da Copa do Mundo do Catar já está definida, mas o time só será revelado pouco mais de uma hora antes do início do jogo – e porque o regulamento do Mundial assim exige. Neste domingo, véspera da partida que poderá garantir a classificação brasileira às oitavas de final, o técnico Tite afirmou que já está com o time pronto, mas que iria esconder a escalação por “estratégia”. A tendência mais forte é escalar Éder Militão na lateral-direita e Rodrygo na função de Neymar.

“A definição da equipe já foi feita, mas tenho por hábito agora de passar na hora do jogo. Em termos de estratégia você consegue fazer algumas mudanças comportamentais ou de características de atletas”, pontuou o técnico brasileiro, sem dar muitos indícios se irá com o veterano Daniel Alves ou o improvisado Militão na lateral.

“O Militão já jogou nessa função, tem característica para tal, e o Dani é um construtor, fora a qualidade técnica e de liderança que tem”, considerou o técnico, para depois tentar colocar um ponto final nas perguntas sobre o time que irá encarar a Suíça. “Moral da história? Não vou dizer quem vai jogar.”

Sobre o substituto de Neymar, Tite citou praticamente todos os nomes à disposição. “Futebol é um contexto, e às vezes é estratégico em relação ao adversário. São ajustes que podem ser executados, com uma ou outra formação”, desconversou. “Mas a equipe já tem um histórico dela, não é nenhuma novidade. Tem um histórico e uma forma de jogar. Ela tem três ajustes que ela faz, não vai mudar.”

Ele, porém, elogiou o atacante Rodrygo citando características que poderiam ser dadas a Neymar – Casemiro já havia feito algo parecido em entrevista no sábado. “O Rodrygo corre que parece que tem a bola grudada no pé.”

Ao mesmo tempo em que escondia o jogo, o treinador procurava demonstrar serenidade sobre o fato de não poder contar com dois titulares logo na segunda partida da Copa. “Temos de viver o dia a dia, as possibilidades reais de cada um, e saber que existem 26 atletas em condições. Não dá pra fugir disso. O senso de equipe é importante.”

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

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