Justiça de Cabreúva nega aborto de feto sem chance de vida
A Justiça de Cabreúva negou a uma moradora da cidade a interrupção da gestação de feto sem chance de sobrevivência ao nascer. Até perito da Justiça considerou que o feto não tem condições de sobrevivência, ao analisar pedido do médico da paciente.
O processo está em Segredo de Justiça, mas a Folha de São Paulo teve acesso às informações e a Justiça determinou a mulher a continuar com a gravidez até o dia do parto.
Segundo a decisão da Justiça, “o sofrimento psicológico da mãe “não pode se sobrepor ao direito à vida do feto”.
A jornalista Mônica Bergamo apurou que a prova pericial aconselhou a Justiça a conceder a interrupção da gravidez, a fim de minimizar os riscos e possíveis distúrbios de saúde mental para a mãe e familiares.
O Ministério Público também foi favorável à realização do aborto do feto.
Em Jundiaí, no passado, o então juiz da Vara da Infância e Juventude, Luiz Beethoven Giffoni Ferreira – que hoje exerce o cargo de desembargador no Tribunal de Justiça – concedeu o direito de interrupção de gestação para uma mãe que comprovou problemas para ela e para o feto.


