quinta-feira, 4, junho, 2026, 08:22
CIDADES

Tarcísio se emociona ao tomar posse. Veja o discurso.

O governador Tarcísio de Freitas e o vice-governador Felício Ramuth participaram neste domingo, 1º, da cerimônia de passagem de cargos do Governo do Estado de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes.

Eles foram recebidos pelo ex-governador Rodrigo Garcia, que fez a entrega de um pavilhão do Estado antes de deixar a sede do governo paulista, ao lado de sua esposa Luciana Garcia.

Tarcísio e Felício chegaram ao Palácio com as esposas Cristina e Vanessa. Eles seguiram para o Auditório Ulysses Guimarães, onde assinaram o termo de posse e também deram posse aos novos secretários da gestão 2023-2026. Em seu primeiro pronunciamento no Palácio dos Bandeirantes como governador de São Paulo, Tarcísio citou as prioridades do governo e defendeu a ampliação dos programas sociais e dos investimentos em obras de infraestrutura.

“Hoje é um dia especial, pois marca o início de uma caminhada. Pelos próximos quatro anos, o time que hoje assume fará o máximo para vencer os imensos desafios que nos são impostos. A reponsabilidade de governar um Estado como São Paulo, que se fosse um país, seria a 21ª economia do mundo, 3ª da América Latina, é enorme, só não é maior do que a motivação de fazer a diferença. Apesar da pujança, temos um Estado desigual e a atenção às demandas populares deve ser o grande direcionador da ação do Estado”, disse Tarcísio de Freitas.

A cerimônia foi acompanhada por um auditório lotado. Familiares, amigos, além de autoridades e convidados compareceram para o evento que marca o início do governo. Tarcísio, Felício e os demais secretários deixaram o auditório e cumprimentaram os convidados no Hall Nobre, onde também posaram para fotos.

O governador de São Paulo já tem compromissos assumidos no seu primeiro dia de trabalho nesta segunda-feira (2). Na oportunidade, Tarcísio se reunirá pela primeira vez com todos os secretários para uma reunião de planejamento e de definição das prioridades desta gestão nos próximos quatro anos.

Secretários do governo Tarcísio de Freitas
Secretaria de Saúde – Eleuses Paiva
Secretaria de Educação – Renato Feder
Secretaria de Governo e Relações Institucionais – Gilberto Kassab
Casa Civil – Arthur Lima
Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística – Natália Resende
Secretaria de Segurança Pública – Guilherme Derrite
Secretaria de Administração Penitenciária – Marcello Streifinger
Secretaria de Comunicação – Lais Vita
Secretaria de Fazenda e Planejamento – Samuel Kinoshita
Secretaria de Desenvolvimento Econômico – Jorge Lima
Secretaria de Negócios Internacionais – Lucas Ferraz
Secretaria de Parcerias em Investimentos – Rafael Benini
Secretaria de Gestão e Governo Digital – Caio Paes de Andrade
Secretaria de Turismo e Viagens – Roberto de Lucena
Secretaria de Políticas para a Mulher – Sonaira Fernandes
Secretaria de Justiça e Cidadania – Fábio Prieto
Secretaria de Transportes Metropolitanos – Marco Assalve
Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação – Marcelo Branco
Secretaria de Cultura e Economia Criativa – Marília Marton
Secretaria de Agricultura e Abastecimento – Antônio Junqueira
Secretaria de Desenvolvimento Social – Gilberto Nascimento Júnior
Secretaria de Esportes – Coronel Helena Reis
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação – Vahan Agopyan
Secretaria Especial de Projetos Estratégicos – Guilherme Afif Domingos
Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Marcos da Costa

O Discurso

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tomou posse neste domingo (1º) na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

“Hoje é dia de agradecer a população de São Paulo, que me acolheu de forma muito carinhosa. Que não perguntou de onde eu vim. Que preferiu apostar no “para onde podemos ir”, disse.

Leia a íntegra do discurso:

“Hoje é um dia especial, pois marca o início de uma caminhada. Pelos próximos quatro anos, o time que hoje assume fará o máximo para vencer os imensos desafios que nos são impostos. A responsabilidade de governar um Estado como SP, que se fosse um País seria a 21a economia do mundo, 3a da América Latina, é enorme, só não é maior do que a motivação de fazer a diferença. Apesar da pujança, temos um Estado desigual e a atenção às demandas populares deve ser o grande direcionado da ação do Estado.

É dia de expressar gratidão, que é uma forma singular de reconhecimento. Gratidão a Deus por revigorar as nossas forças, preparar o nosso caminho e conduzir nossos passos sob a sua vontade. Gratidão à minha família que é minha fortaleza.

Na política, inicio meus agradecimentos, como não poderia deixar de ser, pelo presidente Jair Bolsonaro, que me lançou este desafio, que enxergou o que ninguém havia enxergado naquele momento. Quanta ousadia! A montagem do ministério em 2019 já havia sido ousada. Houve a aposta em técnicos desvinculados das pressões partidárias, padrão que estamos reproduzindo em São Paulo. Aliás, a indicação irresponsável de dirigentes é raiz da ineficiência, da corrupção, do fisiologismo e, porque não dizer, desmoralizam a própria democracia, como já havia dito José Serra. As ideias ousadas, segundo Goethe, são como peças de xadrez, que se movem para frente; às vezes até as perdemos, mas podem começar um jogo vitorioso. Neste movimento, eu e outros técnicos chegamos ao primeiro escalão do governo federal e nunca nos faltou apoio, incentivo, patrocínio da ousadia, que foi premiada, no caso da Infraestrutura, por leilões de concessão com modelos inovadores, vitoriosos em um momento desafiador e por reformas de marcos importantes referendadas pelo Congresso Nacional.

Expresso ainda minha gratidão a Felício Ramuth, vice-governador de São Paulo, um grande amigo que a política me deu. Que, em um gesto de grandiosidade, abriu mão do seu projeto para caminhar comigo Gestor experimentado, bem-sucedido por onde passou, trouxe uma densidade para nosso time e ainda mais certeza de que será possível fazer muito por São Paulo.

À Guilherme Afif Domingos, que, além de um grande professor, se tornou um amigo e uma pessoa que fez toda a diferença na construção desse projeto. Que honra o ter ao meu lado nessa jornada, Afif. Ao Presidente do meu partido, o Dep. Federal Marcos Pereira, que me acolheu nos quadros do Republicanos e meu deu todo apoio necessário em todos os momentos da caminhada. Também agradeço aos presidentes dos partidos que fizeram parte da nossa coligação, em especial ao ex-ministro e futuro Secretário de Governo Gilberto Kassab, pelas inúmeras portas abertas ao longo da campanha, ao Senador Marcos Pontes, às deputadas e deputados, prefeitas e prefeitos, vereadoras e vereadores, aos amigos de toda uma vida que, mais uma vez, acreditaram em mim e resolveram me acompanhar.

Hoje é dia de agradecer a população de São Paulo, que me acolheu de forma muito carinhosa. Que não perguntou de onde eu vim. Que preferiu apostar no “para onde podemos ir”. Agradeço aos quase 13,5 milhões de paulistas que acreditaram neste projeto. Entendemos o recado das urnas: vamos governar para todos, renovando a esperança de um futuro melhor, percebendo e explorando cada potencial do Estado, apostando na inovação, na tecnologia como arma poderosa para o crescimento e para a melhoria na prestação dos serviços.

É uma honra muito grande tomar posse na Assembleia Legislativa, a Casa do Povo, essência da representação democrática paulista. Aqui teremos o ambiente de diálogo para fazer de São Paulo um exemplo para o Brasil, em termos de políticas sociais, de sustentabilidade, de inclusão, de inovação, de luta pela segurança, pelo emprego, pelo desenvolvimento econômico e regional. Vamos trabalhar na construção de consensos, no convencimento por meio do trabalho técnico e da transparência, sempre respeitando as diferenças, sempre com uma atitude propositiva. Vamos buscar a maioria para realizar programas e manter profundo respeito pelos adversários. Aliás, interessante seria se aliados do governo não se furtassem em abordar os projetos criticamente e se a opositores tiverem a consciência do imperativo da responsabilidade e se dispuserem a propor, a construir.

Esperamos aqui a interlocução, o diálogo franco. Nós no governo estaremos prontos para a discussão de ideias, para a construção de caminhos. Não somos donos da verdade, não hesitaremos em dar passos atrás quando necessário, mas estamos extremamente cientes da nossa responsabilidade e comprometidos com o acerto.

O diálogo também será importante para aglutinar as bancadas em torno dos interesses do Estado, de forma a suprir uma grande lacuna. Desde a década de 30 do século passado, há um desbalanceamento entre o peso econômico e o peso político. São Paulo precisa ter mais voz!

Hoje é dia de reafirmar compromissos. O compromisso com o desenvolvimento, com um Estado que é a locomotiva econômica do País, que merece uma economia dinamizada e aberta, parceira do empreendedor e da iniciativa privada, mais competitiva e mais integrada internacionalmente. São Paulo pode e deve ser protagonista nos processos de transição energética, líder em economia verde, exemplo de investimentos sustentáveis. Não é para menos. Sabemos que os fluxos financeiros estarão fortemente aderidos aos padrões ambientais. O compromisso de acionar as alavancas do crescimento: o aumento da oferta de energia, a diminuição da carga tributária, a oferta de crédito para micro e pequenos empreendedores, os investimentos pesados em infraestrutura, a capacitação profissional e a digitalização.

Mas o crescimento econômico não é um fim em si mesmo. Há uma razão para que persigamos insistentemente o crescimento: é o resgate social. A grande finalidade do mandato é fazer a diferença. Cada meta alcançada muda realidades, transforma trajetórias, traz esperança, dignidade! Dignidade é uma palavra chave.

Não podemos ficar inertes ao sofrimento cotidiano de dependentes químicos amontoados nas cracolândias, insensíveis com a situação de quem não tem abrigo, emprego, futuro. Não podemos achar normal a fome e, em um mundo que dispõe de tanta tecnologia, não podemos tolerar o analfabetismo.

Podemos e devemos contribuir para o aumento da oferta de moradias, para a revitalização dos centros urbanos, para a melhoria da mobilidade, para a melhoria do ensino, para a melhoria dos serviços de saúde e para o fortalecimento dos programas de transferência de renda e combate à pobreza. Como será bom ver jovens acessando pela primeira vez o mercado de trabalho por meio do “Programa Jovem Aprendiz Paulista”. A cidadania existe de fato na medida da qualidade da prestação dos serviços públicos.

Hoje é dia de pensar em disrupção. Em tempos de 5G, de democratização de acesso à dispositivos móveis precisamos fazer mais com menos, mudar os modelos de prestação de serviço público, usar maciçamente a tecnologia em prol do cidadão. A integração de sistemas e o geoprocessamento serão fundamentais na segurança pública, por exemplo. A ousadia na gestão nos ajudará a tirar o máximo do patrimônio imobiliário do Estado. Será necessária a criatividade para aumentar significativamente o investimento em universalização do saneamento básico e ainda assim, reduzir as tarifas, para concluir o rodoanel ou a linha 17, para fazer o metrô alcançar mais pessoas ou para ver ligações ferroviárias saindo do papel. Para acabar o que ficou pelo caminho. Precisamos entregar as pequenas coisas, que mudam a rotina e fazem a diferença. Como dizia Franco Montoro “minha maior obra é o conjunto das pequenas obras” ou Mário Covas “Penso que, às vezes, mais vale eliminar uma fila do que construir um viaduto”.

Hoje é dia de pensar e exaltar São Paulo!

Pelo Brasil, faça-se o melhor!

Muito obrigado!”