Helicóptero Águia transporta pulmão de Ribeirão Preto até SP
Os tripulantes do helicóptero Águia 15 (do Comando de Aviação “João Negrão”) foram acionados, pela Divisão Médica, para transportar um pulmão captado em Ribeirão Preto até o Hospital das Clínicas, na Capital.
A equipe tem sido requisitada quando alguma família faz doação de órgãos e há necessidade de fazer o transporte com urgência, até o hospital que vai fazer o transplante.
Jundiaí é referência
Jundiaí tem sido referência em captação de órgãos. O Hospital São Vicente de Paulo é o que mais faz captações na região. Em 2022 foram 10 casos, com 51 órgãos destinados às pessoas na lista de espera.
O Brasil tem quase 57 mil pacientes aguardando transplantes de órgãos ou tecidos.
No terceiro lugar, na fila em termos de número de pessoas em espera, o transplante de fígado fica atrás somente das doações de rim e córnea.
Os dados foram divulgados neste ano pelo Ministério da Saúde durante o lançamento do Programa de Qualidade no Processo de Doação e Transplantes (QualiDot).
O prof. Dr. Rodrigo Camargo, diretor técnico do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí explica que o trabalho, tanto dentro quanto fora do hospital, é extremamente complexo e multidisciplinar, com várias etapas de verificação antes e rigorosos protocolos de segurança durante o procedimento de captação de órgãos e reforça a importância da doação.
“Uma parte do sentimento de todas as equipes é de acolhimento e amparo à família da vítima de morte encefálica e a outra enche de esperanças as famílias dos pacientes que receberão as doações”, explica.
O HU conta com uma Comissão Intra Hospitalar de doação de órgãos e tecidos (CIHDOTT) desde 2017, especializada em fazer todo o processo com a OPO e acompanhar os pacientes com confirmação de morte encefálica e dar todo o suporte necessário para a família.
Doação de corpos
Para as famílias que não concretizaram a doação de órgãos por vários motivos, há uma outra opção de ajudar a Medicina. A Faculdade de Jundiaí recebe doações de corpos. Os interessados precisam preencher formulário e registrar em Cartório. Os familiares devem estar cientes.
Os corpos serão utilizados nas aulas de anatomia, para estudos pelos estudantes.
Os futuros médicos terão condições de conhecer o corpo humano como ele é. Se alguém tem algum problema de saúde, os alunos vão poder estudar melhor para tratar as pessoas no futuro, quando formados.
No último mês duas famílias contribuíram com os corpos de entes queridos para destinação dos corpos para estudos.
Mais informações: https://fmj.br/doacao-de-corpo/
FOTO: DIVULGAÇÃO – ASSESSORIA DE IMPRENSA DA POLÍCIA MILITAR


