quarta-feira, 3, junho, 2026, 19:00
CIDADESJUNDIAÍ

Grupo empina pipa ao lado de torre de alta tensão

O professor Eliezer enviou foto da Alameda CESP, entre os bairros do Fazenda Grande e Residencial Jundiaí, neste domingo (04). Ele está muito preocupado com o crescimento no número de “frequentadores” do local, para empinar pipas.

Em primeiro lugar pelo risco de atropelamento à beira da Avenida que é uma das que mais têm ocorrências com mortes em Jundiaí. Depois, do alto risco dessas pipas encostarem nos cabos de alta tensão das torres de transmissão de energia.

O Professor Eliezer pede para os pais refletirem um pouco sobre os riscos para eles e aos seus filhos.

Para quem deseja empinar pipas de forma segura, há terrenos no Parque Industrial sem torres de transmissão e de área livre.

Motociclistas

Por ser uma avenida, outro grande problema que as pipas podem provocar são acidentes com os motociclistas que trafegam pelo local. As linhas mesmo que não sejam cortantes, podem enroscar nas motos ou nos pescoços dos condutores, provocando cortes profundos ou levando até a morte.

Estradas

A concessionária do Sistema Anhanguera e Bandeirantes, a CCR AutoBAn, tem grande preocupação com quem vai empinar pipas às margens das rodovias. Os acidentes aumentam nos meses de férias escolares.

A prática que parece muito divertida, pode esconder riscos à segurança quando praticada em locais impróprios.

No Sistema Anhanguera-Bandeirantes foram registradas 16 ocorrências em 2021 envolvendo pipas nas rodovias.

Os episódios são mais comuns nas rodovias que possuem trechos próximos à comunidades lindeiras onde os praticantes buscam locais descampados para empinar pipa.

De acordo com o gerente executivo de atendimento da CCR AutoBAn, Fabiano Adami, essa brincadeira pode ser muito perigosa. “Empinar pipa perto das rodovias oferece risco não só para as crianças que invadem as pistas, mas também para os motociclistas e ciclistas que trafegam nas vias e não veem a linha cruzando a rodovia”.

Quando a temática é pipa nas rodovias, o gerente salienta que o desafio maior é o de conscientização. “Nossas equipes trabalham na prevenção dessas ocorrências, abordando e orientando sobre os riscos da prática no entorno das rodovias”, completa.

Um outro perigo está relacionado ao uso de cerol nas linhas. Segundo informações fornecidas pelo site www.cerol.com.br, mais de 500 ocorrências envolvendo a combinação de cola e vidro são registradas anualmente.

Legislação
No estado de São Paulo a Lei nº 17.201, de 2019, proíbe o uso do cerol em linhas de pipas. A a lei inclui ainda qualquer outro material cortante aplicado à linha e abrange ao uso, a posse, a fabricação e a comercialização da mistura cortante. Caso a lei seja descumprida, a pessoa responsabilizada deverá pagar uma multa de equivalente a R$1.326,50 reais. No caso de descumprimento por parte de estabelecimentos, a multa pode chegar a R$132 mil reais.

Mais informações sobre penalidades e multas que envolvam o cerol podem ser consultadas na página de internet da Alesp – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo: https://www.al.sp.gov.br/norma/192081

Dicas
– Empine pipa longe da rede elétrica e da rodovia;
– Procure espaços como parques, praças e campos de futebol;
– Cuidado com ciclistas e motociclistas. As linhas da pipa podem não ser visíveis e isso causa acidentes graves;
– Não suba em lajes e telhados para empinar pipa;
– É proibido o uso de cerol ou qualquer outra substância semelhante que possa ser aplicada na linha da pipa (Lei Estadual nº 12.192);