Estado tem 13 mil vagas de empregos e oportunidades para jovens
O governador Tarcísio de Freitas tem buscado parcerias com a iniciativa privada, para desenvolvimento do Estado e também programas para jovens aprendizes.
O Estado de São Paulo tem atualmente 13.179 vagas de emprego disponíveis pelos Postos de Atendimento ao Trabalhador – os PATs -, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico.
São 5.506 vagas na capital paulista e na Grande São Paulo. Já no interior, há 7.148 vagas disponíveis, e outras 516 no litoral. Além da Região Metropolitana de São Paulo, destacam-se as regiões administrativas de Campinas, com 2.286 vagas; e a de Sorocaba, com 1.492.
Elas são seguidas pela região de Araçatuba, que tem 840 vagas disponíveis; pelo Vale do Paraíba, com 544; e Araraquara, com 470 postos abertos.
Ao todo, são mais de 500 profissões com vagas disponíveis. As ocupações com o maior número de postos abertos são as Alimentador de Linha de Produção, Auxiliar de Logística, Faxineiro, Atendente de Lanchonete e Operador de Telemarketing.
Os números das oportunidades disponíveis são atualizados diariamente pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico.
Além das vagas, os PATs também oferecem atendimento e serviços gratuitos para trabalhadores, como a habilitação ao Seguro-Desemprego e a emissão da Carteira de Trabalho.
Veja o número de vagas por região:
Grande São Paulo: 5506
Campinas: 2286
Sorocaba: 1492
Araçatuba: 840
Vale do Paraíba: 544
Araraquara: 470
Ribeirão Preto: 367
Marília: 336
Litoral: 285
Franca: 255
Botucatu: 204
São José do Rio Preto: 192
Barretos: 179
Bauru: 172
Presidente Prudente: 31
Vale do Ribeiro: 11
Como procurar:
O atendimento presencial pode ser agendado pelo site http://pat.agendasp.sp.gov.br/eagenda.web/PAT; ou comparecendo diretamente no Posto mais próximo com RG, CPF e Carteira de Trabalho. Confira todas as unidades dos PATs no Estado.
Para mais informações, procure o Posto de Atendimento ao Trabalhador mais próximo ou a prefeitura do seu município.
Jovem Aprendiz
O programa Jovem Aprendiz Paulista, lançado em abril pelo Governo do Estado de São Paulo, tem a missão de proporcionar a primeira oportunidade para jovens de 14 a 18 anos, conciliando os estudos e o desenvolvimento de habilidades para o mercado de trabalho.
Ao assumir as despesas de capacitação técnica e pedagógica dos aprendizes, o Governo de São Paulo dá condições para que as contratações sejam mais baratas para as micro e pequenas empresas. Além disso, empreendedores parceiros têm respaldo legal para recolhimento reduzido de FGTS e desoneração de verbas rescisórias.
Abaixo, o secretário de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif Domingos, fala sobre as vantagens tanto para empregador quanto para o empregado na participação no programa:
Quais as vantagens para o empregador?
A empresa vai contratar alguém com inexperiência e pagar um salário proporcional à experiência. O jovem vai receber um salário mínimo/hora com, no máximo, seis horas trabalhadas por dia, que somam cerca de 70% de um salário mínimo. Também há economia no recolhimento do FGTS. A empresa recolhe só 2% de Fundo de Garantia, e não 8%. E, por fim, não tem verba rescisória porque é contrato com tempo determinado de, no máximo, dois anos. Quando o contrato acabar, a empresa não tem que pagar indenização porque já está tudo liquidado durante a contratação. A atuação do jovem aprendiz também ajuda a empresa a ganhar produtividade.
Quais atividades o aprendiz pode desenvolver?
Ele entra, primeiro, como auxiliar, com uma série de tarefas a executar. Cada tarefa que ele receber, como as administrativas e logísticas, vai ensinar um aspecto do mundo do trabalho que será importante em qualquer função que ele desempenhar ao longo da vida.
Como o empregador pode ajudar no desenvolvimento do aprendiz?
Primeiro, é fazer do seu empreendimento uma escola para ensinar as pessoas. Segundo, é transmitir a visão prática dos negócios e ajudar a qualificar os jovens. É uma questão de dever cívico dar oportunidade a um jovem para que ele possa aprender coisas boas trabalhando.
E quais as vantagens para o jovem?
É a oportunidade que ele tem de exercer e enxergar a vida prática e conhecer o mundo do trabalho em uma empresa pequena, na qual ele tem condições de conviver com o chefe e a família, já que as MPEs normalmente são empresas familiares. E essa convivência é muito importante, acho que é essa é a melhor escola. Ele também pode participar de várias atividades ligadas à alta tecnologia, necessárias hoje no mercado de trabalho, e desenvolver conhecimentos sobre como administrar uma empresa, controlar estoques e visão estratégica de negócio. Além disso, a aprendizagem tem registro na Carteira de Trabalho e ajuda o jovem a comprovar experiência no mercado de trabalho.
Como o programa pode transformar a vida do participante?
Ele passa a ter, dentro do trabalho, alguns parâmetros importantes e a possibilidade de quebrar paradigmas. Vai ver que ele também pode ser patrão um dia, fomentando a cultura do empreendedorismo e o sonho de independência. Ele também vai aprender um conjunto de valores no mercado de trabalho, como disciplina e obediência.


