Mulher é presa por racismo contra cabeleireira
Uma mulher de 45 anos foi presa por soldados da Polícia Militar da cidade de Itupeva, na tarde de sexta-feira (29), depois de proferir palavras racistas contra uma cabeleireira de 35 anos, no Parque Amarylis.
De acordo com depoimento dos soldados da PM ao delegado Rodrigo Lima Leite Carvalhaes, eles foram acionados para comparecer ao salão de beleza, onde a vítima e testemunhas relataram que uma cliente proferiu ofensas contra uma funcionária.
A confusão teria começado quando a cabeleireira disse que não realizava alguns procedimentos, como “mega hair”.
A cliente se irritou, disse que a cabeleireira deveria saber fazer os procedimentos, já que era “negra e africana”.
Depois completou que “tenho nojo de pessoas da sua cor”, “estou acostumada a lidar com pessoas com sua cor”, além de esfregar os dedos na pele, mostrando a sua pele “branca e bonita”.
Os policiais militares deram voz de prisão à autora, conduzindo-a para a Delegacia de Polícia Civil, junto com a vítima e três testemunhas.
O delegado Rodrigo entendeu pela prisão em flagrante, conforme prevê o Código Penal com o recolhimento da cliente para a Cadeia Feminina de Itupeva. Os pertences dela e o carro foram entregues para o marido.
Em depoimento na Delegacia a cliente disse que chamou a vítima de “negra africana”. Mas “é uma realidade social”. Que não possui nenhum preconceito. Quanto ao uso do dedo para mostrar a cor da pele branca, disse que não se recorda, mas deve ter feito isso apenas para verificar ferimentos que sofreu ao ser expulsa do salão de beleza.
A autora será encaminhada para Audiência de Custódia no Fórum de Jundiaí, na tarde deste sábado (30).
A vítima manifestou interesse em processar a cliente.


