Justiça decreta preventiva do padrasto que estuprou enteada
A Vara das Audiências de Custódias de Jundiaí decretou, na tarde desta quinta-feira (28), que o padrasto de 54 anos, que abusava sexualmente da enteada de 16, em Itupeva, permaneça atrás das grades até o final do processo na Justiça.
A prisão do padrasto foi feita pelo delegado Felipe Bueno Carbonari, junto com os investigadores da Polícia Civil.
O delegado foi informado pelos escrivães que colhiam depoimento da jovem que o padrasto estava enviando, “em tempo real”, vídeos do pênis e se masturbando.
A adolescente disse ao delegado Felipe Carbonari que depois de conversar com uma amiga “perdeu medo” em denunciar o abusador.
Ela relatou ao delegado que os abusos começaram quando tinha 13 anos. Mas já aos 12 percebia que o companheiro de sua mãe a observava com “outros olhos”.
O acusado de estupro ainda gravou mantendo relações sexuais com a mãe da jovem e enviou para a enteada, comentando que desejava fazer o mesmo com ela.
A menina ficou com medo do que poderia ocorrer, diante de várias ameaças e, foi morar na casa da avó.
Depois de receber uma série de vídeos pornográficos, a adolescente conversou com uma amiga, teve coragem em contar para a mãe tudo o que vinha ocorrendo e a mãe acreditou na filha, acompanhando-a até a Delegacia de Polícia Civil.
O delegado Felipe Carbonari reuniu o máximo de provas, enviou para a Justiça o pedido de prisão preventiva até o julgamento do processo, para garantir a segurança da vítima e da mãe dela.
O delegado deixou tudo bem fundamentado em seu despacho, para o que o juiz da Vara das Audiências de Custódias pudesse ter uma noção do grande mal que o indivíduo fazia para a jovem.
Com a decisão da Justiça a menina poderá ficar tranquila.
Ela disse ao delegado que tinha nojo e medo de pegar o aparelho de telefone celular e receber mensagens pornográficas enviadas pelo padrasto.


