quinta-feira, 23, julho, 2026, 04:22
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Enquanto família enterra motociclista, o motorista que estava bêbado é solto

A família do vigilante Francisco Silva Neto, de 47 anos, do Jardim Esplanada, em Jundiaí, acompanhou nesta terça-feira (27) o sepultamento do corpo dele no Cemitério Memorial de Cabreúva.

Francisco morreu atingido por uma caminhonete Toro, com placas de Cajamar, na Rodovia Tancredo Neves, no Jardim Santa Gertrudes, na noite de domingo (25).

A delegada do Plantão da Polícia Civil, Aline Nery Bonchistiani, havia determinado a prisão do motorista por dirigir embriagado. A esposa do motorista também foi indiciada pela Polícia Civil por tentar se passar como a condutora do veículo na hora do acidente, por falsidade, para tentar livrar o marido da prisão por embriaguez.

De acordo com o Tribunal de Justiça, o motorista responderá processo em liberdade, assumindo o compromisso de comparecer ao Fórum de Jundiaí a cada dois meses, para acompanhar o processo.

Quem era Francisco?

Além de trabalhar como vigilante particular, Francisco Silva Neto fazia salgados e churrascos para complementar a renda.

Casado há 11 anos com dona Raquel, ele deixou os filhos Letícia, de 9 anos; Arthur, de 3 anos, além de Wesley, de 23.

Segundo parentes Francisco trabalhava muito, porque queria dar o melhor para a sua família e também para pagar a moto, que se tornou o seu instrumento de trabalho.

Na noite de domingo (18) ele havia saído de casa no Jardim Esplanada para o trabalho de vigilante, quando a caminhonete dirigida pelo motorista embriagado bateu na traseira de um Astra e depois invadiu a contramão de direção, jogando o corpo de Francisco a cerca de 10 metros de distância.

A esposa e os filhos se despediram de Francisco nesta terça-feira no Cemitério de Cabreúva sob muita comoção e revolta.

Francisco ainda encontrava tempo para orar a Deus e era músico na Congregação Cristã do Brasil.

A soltura do motorista que dirigia embriagado está amparada pela legislação brasileira, sendo que o juiz da Vara das Audiências de Custódias fez o que podia, cumprindo a lei.