Moradores da Vila Ana defendem eventos no bairro
Moradores da Vila Ana enviaram mensagens ao “Jornal da Região” defendendo a realização de eventos no bairro, apesar das reclamações de vizinhos da Avenida Nove de Julho. Eles dizem que há muita discriminação de algumas pessoas com a comunidade.
Entre o sábado à noite e domingo de madrugada, as forças de segurança da cidade foram acionadas duas vezes para a região.
Em uma ocorrência da Polícia Militar dois homens foram presos e houve disparos de bombas de gás e tiros de balas de borracha. Um dos presos é condenado e foi beneficiado com “saidinha temporária”, mas estavam em local conhecido por venda de drogas. Segundo a PM, ele e outro suspeito começaram a gritar para a comunidade defendê-los, sendo que moradores passaram a atirar pedras na viatura da PM. A equipe pediu reforços.
Durante a madrugada, a Guarda Municipal teve de enviar cinco viaturas para pedir dispersão na quadra society, devido “som alto”. As viaturas deixaram o local às 3h50 do domingo, de acordo com o comando da corporação.
Foram dezenas de reclamações ao telefone 153 da “Perturbação do Sossego”.
Outro lado
Um dos representantes da comunidade, Carlos Arruda, disse que o fato da Polícia Militar foi isolado. Mas que na quadra todos estavam se divertindo com o início do Campeonato da Favela, com o jogo entre D’Burguers x Resenha.
“Estamos sofrendo ataques de ofensa e difamação contra os moradores”, comentou Carlos.
“Não podemos aceitar esse tipo de atitude e preconceito. Isso é um absurdo que está acontecendo, não podemos aceitar de jeito algum. Sempre que algo é publicado em relação à Vila Ana, sofremos preconceito e retaliações policiais. Isso está magoando a população. Somos pessoas de bem, trabalhadoras, estamos trabalhando para melhorar a vila, torná-la diferente. A vila de 30 anos atrás mudou, é outra coisa”.
Reclamações
Moradores dos condomínios da Avenida Nove de Julho, que fazem divisa com a Vila Ana, estão preocupados com a continuidade de eventos na quadra, que possam varar as madrugadas. Eles dizem que não dá para dormir e quem trabalha de dia passa até mal, no dia seguinte.
Também comentaram que há muitos idosos que precisam ser respeitados.
A Guarda Municipal informa que as reclamações de perturbação do sossego podem ser feitas no telefone 153.


