quinta-feira, 4, junho, 2026, 01:59
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Morador de Cabreúva é principal suspeito da morte de Renan

O delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, Roberto Souza Camargo Júnior, deu entrevista coletiva para a Imprensa na tarde desta terça-feira (16).

Ele explicou como a Polícia Civil esclareceu o homicídio do supervisor de vendas, Renan Sposito Miossi, de 37 anos, morador do bairro do Retiro, em Jundiaí, que foi encontrado morto em uma casa no bairro do Eloy Chaves.

Renan estava desaparecido desde sexta-feira, dia 12, ao sair do trabalho, em uma empresa da cidade de Valinhos.

O principal suspeito do homicídio é um morador de Cabreúva, que foi detido pela Polícia Militar no domingo (14) com o carro da vítima.

Legislação

O delegado Roberto explicou que a legislação não permite a prisão de suspeito, até que se tenham todos os elementos necessários para denúncia à Justiça.

Portanto, o homem, de 31 anos, que foi detido pela PM prestou depoimentos e foi liberado.

Não havia corpo

O delegado disse que até então não havia corpo. Não havia homicídio confirmado. Não havia queixa de furto do carro que estava com o suspeito. “Não havia elementos legais para a prisão”.

Apenas no final da tarde de segunda-feira (15) os investigadores da DIG descobriram, por meio do Sistema Detecta da Secretaria de Segurança Pública (SSP) que o carro Renault Kwid, branco, circulava pelo Eloy Chaves.

Houve cruzamento de informações e soube-se que o suspeito alugou uma casa na Rua Doutor Caetano Genari.

Odor forte

A equipe esteve no local, no Eloy Chaves, conversou com o proprietário da casa alugada, que confirmou a locação do imóvel para o morador de Cabreúva.

No corredor da casa que ocupa os fundos de um terreno, os policiais civis sentiram o odor forte, tendo a certeza de que havia um corpo no interior do imóvel.

O delegado Roberto disse que no quarto onde foi encontrado Renan havia apenas um colchão, com o corpo sobre ele.

As circunstâncias em que o corpo foi encontrado não foram reveladas pelo delegado, mas sabe-se que a vítima morreu de asfixia mecânica, o que comprova a prática de homicídio.

Todas as evidências agora são contra o morador de Cabreúva, que estava com o carro da vítima.

As investigações prosseguem para saber se o suspeito pegou dinheiro da vítima ou outros pertences pessoais, o que caracterizaria prática de latrocínio.

Versões fantasiosas

O delegado explicou que no depoimento de domingo o então suspeito deu versões fantasiosas, contraditórias e sem fundamento. Mas até então não havia corpo, para manter o rapaz preso.

Ao ser abordado pelos policiais militares do 11º Batalhão, o morador de Cabreúva disse em primeiro lugar que havia comprado o carro. Que a sua namorada iria trazer o documento.

Depois, ao ser informado da existência de boletim de ocorrência do desaparecimento da vítima Renan, o suspeito disse que conheceu Renan em um supermercado, no bairro do Eloy Chaves.

Daí, o supervisor de vendas lhe emprestou o carro para ir ver sua mãe, no Vilarejo, no Distrito do Jacaré, em Cabreúva. Pelo sistema de rastreamento de veículos sabe-se que o Renault Kwid chegou a passar por Jundiaí, no sábado e em Itu.

Sangue?

Os policiais militares viram, durante a abordagem, uma mancha parecida com sangue, próxima da gola da camisa do suspeito, que respondeu se tratar de graxa.

A camisa foi apreendida e levada para exames laboratoriais do Instituto de Criminalística.

O delegado Roberto disse que já pediu à Justiça a prisão temporária do suspeito, que está foragido.

O corpo de Renan foi sepultado às 16 horas desta terça-feira (16) no Cemitério Nossa Senhora do Desterro, no Centro de Jundiaí.

O carro Kwid passou por perícia da Polícia Científica e devolvido para a empresa, de Valinhos.