1º DP da Polícia Civil identifica membro de quadrilha de furto em condomínio
Investigadores do 1º Distrito Policial de Jundiaí, sob comando do delegado Marco Antônio Ferreira Lopes, identificaram um dos quatro ladrões envolvidos em furto a um apartamento de alto padrão da rua Rangel Pestana, no Centro da cidade, em abril deste ano. A quadrilha é da Capital.
A chefe dos investigadores, Vanessa, disse que a partir das gravações do prédio e de outros imóveis da rua foi possível identificar um envolvido.
Em contato com uma delegacia da Capital sabe-se que o bando está envolvido em outros furtos a condomínios.
Como foi
No dia 18 de abril deste ano, aproveitando a saída de um entregador do Mercado Livre de um prédio, um adolescente entrou no condomínio pelo portão principal.
Depois, facilitou a entrada de mais dois comparsas.
Um quarto elemento só não conseguiu acesso porque o porteiro suspeitou dele e barrou a entrada.
Mas, os três bandidinhos já estavam dentro do prédio e arrombaram o primeiro apartamento que não tinha moradores no momento.
Foram furtados 10 relógios e joias, além de outros objetos.
A investigadora Vanessa disse que foram recuperadas algumas duas joias da família.
O relógios o autor principal disse ter vendido na “Cracolândia”.
A Polícia Civil de Jundiaí, junto com a da Capital, tenta localizar os objetos furtados.
O ladrão disse que o bando veio de São Paulo de trem para Jundiaí e o primeiro alvo da quadrilha era ingressar no Edifício Lindenberg, no bairro do Anhangabaú. Porém, os seguranças os impediram.
Sem o ‘alvo’, o grupo resolveu circular por Jundiaí com um motorista de Uber, até que pararam em frente ao prédio da rua Rangel Pestana, onde encontraram a “oportunidade” (portão aberto para atendimento de entregador do Mercado Livre).
“Vive de furtos”
A investigadora explicou que a partir da identificação de um dos envolvidos, o delegado pediu à Justiça de Jundiaí um mandado de busca e apreensão para a casa do principal envolvido.
O juiz da 2ª Vara Criminal, Clóvis Elias Thâme, autorizou a busca, resultando na apreensão de alguns pertences da vítima. Se não fosse a decisão do juiz de Jundiaí, dificilmente os bens seriam recuperados.
Agora, o objetivo é encontrar os demais envolvidos.
A investigadora disse que o bando “não tem profissão. Vive de furtos”.
Por isso é importante a capacitação dos porteiros que trabalham nos prédios, para impedir o acesso até de adolescentes desconhecidos.
Na mídia
O autor do furto disse para a investigadora que sabia que a Polícia iria bater em sua porta, a qualquer hora.
Ele se viu nas reportagens publicadas nas páginas dos jornais, com grande repercussão, se tornando “famoso”.
Quanto às duas joias da vítima que foram recuperadas, disse que não as trocou com os traficantes porque achou bonitas “demais”.
O delegado Marco Antônio Ferreira Lopes disse que a partir de agora vão ser relatados todos os detalhes para a denúncia que será feita contra os envolvidos, para a Justiça de Jundiaí.
Nota da Uber
Apesar da Uber ser mencionada na matéria do Jornal da Região, não foi possível verificar o caso relatado porque, até o momento, não foi fornecida à empresa qualquer informação para checar se o motorista mencionado é cadastrado no aplicativo da Uber e, consequentemente, emitir posicionamento sobre as medidas adotadas.
Sabemos que popularmente usa-se o nome “Uber” como sinônimo para toda a categoria de aplicativos de mobilidade, bem como sinônimo da atividade de quem utiliza os apps para gerar renda. Por isso é fundamental verificar os dados e fazer a apuração intrínseca ao jornalismo para saber se o caso tem ou não relação com o aplicativo.


