Jovem diz que matou os pais porque tiraram seu celular
O jovem de 16 anos, que matou o pai – o guarda municipal de Jundiaí Isac Tavares dos Santos; de 56 anos; a mãe Solange Aparecida Gomes, de 49 anos e a irmã, Letícia Gomes Santos, de 15 anos -, contou ao delegado Eduardo Antônio Alonso do 33º Distrito Policial de Pirituba que sua mãe tirou o telefone celular dele.
Para se vingar dos pais, esperou o guarda municipal retornar que foi buscar a irmã na escola e deu um tiro na nuca ao ingressar na residência.
A irmã, que foi ver o que estava ocorrendo, levou um tiro no rosto.

O guarda municipal assassinado pelo filho
A arma está registrada em nome da Prefeitura de Jundiaí, pertencente à Guarda Municipal.
Depois, na mesma sexta-feira (17) esperou a chegada da mãe. Foi abrir o portão para ela entrar e na cozinha deu um tiro nela.
No sábado (18), pela manhã, ainda cravou uma faca nas costas da mãe, como vingança por ter tirado o seu telefone celular, deixando-o de castigo.
Em seguida passou a fazer sua rotina, indo à Academia, à padaria e comprando alimentos. Ficou na casa com os pais mortos até a noite de domingo (19), quando decidiu ligar no telefone 190 e relatar tudo o que havia acontecido.
Disse para o delegado Eduardo Alonso que já tinha pensado em matar os pais anteriormente e não se arrependeu do que fez. “Faria de novo”, comentou, na Delegacia.
O jovem foi encaminhado para a Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente).
A arma utilizada no crime foi apreendida.
Nota da Guarda de Jundiaí
A Unidade de Gestão de Segurança (UGSM) e a Guarda Municipal de Jundiaí (GMJ) lamentam o ocorrido e prestará todo o suporte necessário à família do integrante da corporação.
O GM Isac Tavares dos Santos de 57 anos estava lotado no destacamento Florestal.
Prestativo e dedicado, estava na GMJ desde 2012.
Fotos: reprodução SBT


