quarta-feira, 3, junho, 2026, 23:13
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DIG de Jundiaí faz “Pente-Fino” em lojas de celulares

Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, cumprindo mandado expedido pela juíza Jane Rute Nalini Anderson, foram até uma loja de telefones celulares da cidade, para verificar a procedência dos telefones, capinhas e fones comercializados.

Segundo o delegado Adalberto Ceolin, quando os policiais são acionados para verificar a procedência dos produtos comercializados, eles realizam um verdadeiro “pente-fino”. Esse trabalho se tornou mais frequente, com uma das lojas sendo fechada recentemente porque não tinha comprovação de origem das mercadorias, como capinhas e fones de ouvidos.

O delegado orienta os comerciantes que trabalham nesse setor a se regularizarem. O dono de loja detido na operação requisitada pela juíza não tinha nota fiscal dos produtos. Ele disse ter comprado na “rua 25 de Março”, na Capital e foi conduzido para a Delegacia.

Ceolin explicou que apesar de configurar Crime de Descaminho, o flagrante é elaborado pela Polícia Civil e depois o processo é encaminhado para a Justiça Federal ou, se for o caso, para a Polícia Federal.

Na operação na loja de Jundiaí foram apreendidos mais de 1.500 itens.

Alguns aparelhos de telefones celulares que estavam na loja eram para conserto, com comprovação dos nomes dos clientes.

Segundo o delegado os comerciantes devem ter os registros com nomes e telefones de todos os clientes que deixam celulares em posse, para evitar prisões por receptação.

Quando os investigadores fazem o trabalho de fiscalização realizam sim um verdadeiro “pente-fino”, para evitar que produtos roubados sejam comercializados na cidade.

Já o consumidor deve exigir a nota fiscal ou um recibo de compra, identificando o número do IMEI. Tem sido muito comum os casos em que os policiais entram em contato com as operadoras e conseguem recuperar os telefones roubados sendo usados por pessoas de bem, mas que compraram aparelhos de terceiros sem saber a origem.

Se for comprar celular pelas redes sociais e grupos de vendas, exija a nota fiscal do vendedor, para evitar comprar produto roubado.