quinta-feira, 4, junho, 2026, 01:40
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Tudo deu errado para Mayara, na noite chuvosa, em que perdeu a vida

O delegado do Plantão Policial de Jundiaí, Rodrigo Lima Leite Carvalhaes, determinou a elaboração de Boletim de Ocorrência sobre a morte da jovem Mayara Santos Oliveira, de 27 anos.

Ele destacou que tudo deu errado e, contribuiu para o acidente, que tirou a vida da mãe de uma bebê de apenas quatro meses, do Parque Eloy Chaves.

O corpo de Mayara foi encontrado dentro do carro dela, um Ford Ka, nas águas do rio Caxambu, na divisa de Jundiaí com Itupeva.

Por volta de 21 horas da noite de quinta-feira (24), chovia muito forte na cidade, quando Mayara levou uma amiga para a casa dela, no Condomínio Canários, no Distrito FazGran.

A amiga declarou que Mayara colocou no GPS o caminho certo para voltar para o Eloy Chaves.

Por motivos desconhecidos Mayara foi parar na Marginal da Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonoli.

Tudo deu errado

Segundo relato do perito José e fotógrafo Rogério, da Polícia Científica, para o delegado Rodrigo e escrivã Érica Henrique, tudo deu errado para que Mayara perdesse sua vida.

Em primeiro lugar por ter se perdido e entrado em uma rua sem saída. Ela não viu naquele temporal da noite de quinta-feira que estava no caminho errado para a Rodovia Hemenegildo.

A placa de contramão de direção dessa rua foi encontrada pelos peritos caída no matagal. Mayara não viu que entrou em rua com sentido proibido para o tráfego.

Ao final da rua não havia defensas metálicas ou qualquer outra proteção de bloqueio, indo direto para as águas do rio, que tinham transbordado.

No Google Street, antigamente havia defensas metálicas para impedir que carros fossem em direção ao rio. Não se sabe o motivo das defensas terem desaparecido.

 

Outro detalhe que também contribuiu para o acidente foi que a iluminação pública da rua “estava queimada”, informaram os peritos da Polícia Científica.

Mayara entrou em uma rua na escuridão e com tempo chuvoso.

Na somatória de tudo dando errado, Mayara ficou sozinha em uma rua “deserta” naquele horário, sem ter como pedir socorro.

Localização

Os guardas municipais da Divisão Florestal de Jundiaí relataram ao delegado Rodrigo que eles receberam a informação do marido da vítima de que Mayara havia desaparecido junto com o carro, na hora do temporal, após levar amiga para casa.

Então os guardas iniciaram as buscas utilizando a trajetória que Mayara teria de fazer para voltar para casa e, suas rotas alternativas.

Quando chegaram ao final da avenida José Benassi, os guardas ingressaram na Avenida José Alves e, olhando para o rio Caxambu, perceberam que as rodas do carro estavam visíveis, com o nível das águas mais baixo após as chuvas.

Os guardas solicitaram a presença de soldados do Corpo de Bombeiros de Jundiaí.

Os mergulhadores foram ao local e constataram que o corpo de Mayara estava lá, preso ao cinto de segurança.

O delegado Rodrigo requisitou a presença dos peritos da Polícia Científica.

O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí, para exames necroscópicos e deve ser liberado na tarde deste sábado (26) para sepultamento.

Vídeo do leitor Edison Ferreira