Moradores de condomínios não querem Hospital da Unimed na vizinhança
A Unimed de Jundiaí realizou na sexta-feira (02) o lançamento da pedra fundamental para construção de seu hospital com sete andares na avenida Caetano Gornatti, próximo da Faculdade UNIP. O “Jornal da Região” já havia antecipado que a Prefeitura publicou o Edital de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), com alguns órgãos afirmando que não haveria problemas.
Porém, após as publicações, os moradores dos condomínios da região se mobilizaram e iniciaram um abaixo assinado, contra o empreendimento. Eles dizem que haverá grande impacto na vizinhança sim, com a vinda de maior número de veículos para uma região com constantes congestionamentos. Que não haverá vagas suficientes para estacionamentos e os usuários passarão a parar nas ruas próximas dos condomínios.

Veja a carta que será encaminhada à Prefeitura e ao Ministério Público:
“Nós, moradores do Condominio Vintage e Rosort Sant Angela, viemos por meio desta, nos manifestar contra a construção do hospital da Unimed na Avenida Caetano Gornat nº 1700.
Os fundamentos para que tal obra seja considerada inadequada estamos elencando abaixo:
Área Residencial: A construção do hospital em uma área predominantemente residencial comprometerá a qualidade de vida dos moradores, em desacordo com o artigo 182 da Constituição Federal, que estabelece que a função social da cidade deve ser primariamente garantir o bem-estar de seus habitantes.
Impacto no Trânsito Local: O relatório do edital UGPUMA 42/2024 indica que as interseções na área de influência já operam com níveis de serviço próximos à capacidade máxima (nível F). O tráfego adicional gerado pelo hospital irá agravar essa situação, aumentando os tempos de espera e congestionamentos irá piorar em muito, ampliando o índice de acidentes locais, sertamente irá aumentar a criminalidade nas redondezas, índice de Roubos e Furtos de veículos será absurdamente maior, flanelinhas e moradores em situação de rua serão atraídos para esta área, expondo todos os moradores a situação de serem vítimas de crimes diversos. Não existe compromisso de melhorias no transporte público para absorver parte dessa demanda.
Nossa região já sofre com congestionamentos constantes de Veículos Pesados, isso irá piorar muito, O tráfego de ambulâncias e existência de Geradores de Emergencia, que geram alta emissão de ruídos em horários variados ira trazer um aumento gigantesco de poluição Sonora e Lumínica ainda mais aos finais de semana e períodos noturno, onde o índice de atendimento são maiores.
Não existe área suficiente de estacionamento para os futuros usuários, os atuais moradores já sofrem com essa deficiência de locais para estacionar.
O numero de vagas de estacionamento é incompatível com a área reservada para aquela obra, seriam necessários três ou quatro pavimentos de estacionamento para suprir as 152 vagas prometidas pela Empresa Unimed.
As ruas próximas não possuem vagas suficientes para atender essa demanda, e não há áreas livres para a criação de bolsões de estacionamento, transformação das poucas áreas em “Zona Azul”, irá perturbar os atuais moradores, que se socorrem destas áreas.
Riscos de Contaminação: A proximidade a um hospital pode aumentar a preocupação com a gestão de resíduos hospitalares e riscos de contaminação, existe um manancial e córrego a menos de cem metros do local.
Impacto Ambiental Não foi avaliado corretamente: A avaliação do RIT não considerou os critérios de restrição para o perímetro de proteção dos recursos hídricos, conforme a Lei nº 2.405. Isso representa um risco ambiental que deve ser analisado pelos órgãos competentes.
O edital não menciona os custos de adequação da rede de água e esgoto, e como se trata de um hospital particular, as obras não devem ser feitas com recursos públicos, o que pode onerar as despesas públicas em prol de interesse particular.
Interferência na Privacidade: A construção de um edifício alto irá comprometer a privacidade e segurança dos moradores próximos. A fachada espelhada proposta irá gerar reflexos incômodos gerando poluição visual e agredindo a visão dos moradores..
Falta de Infraestrutura para Pedestres: A ausência de passeios pavimentados e rampas para PNE/PcD prejudica a circulação de pedestres no entorno do empreendimento, dificultando o acesso para pacientes e visitantes que dependem desta condição de acessibilidade.
Falta de Infraestrutura Comercial: Não há restaurantes ou áreas de alimentação nas proximidades para atender ao grande fluxo de pessoas. Além disso, não há terrenos disponíveis para a criação de novos comércios.
Compensação Financeira: O percentual de compensação aplicado sobre o valor da obra foi considerado baixo (1,5%), sem documentação detalhando o estudo que fundamentou essa decisão. Ademais, o valor será destinado à Prefeitura sem uma aplicação específica, não revertendo em benefícios diretos para a população local.
Os estudos indicam que tal obra irá provocar uma desvalorização imobiliária dos imóveis próximos, nem a prefeitura e nem a Empresa se manifestaram a este respeito, não fora feita nenhuma pesquisa junto aos moradores.
Todo tramite que é exigido para uma obra desta magnitude correram de forma sigilosa, os moradores foram tolídos de qualquer chance de se manifestarem a respeito, As obras começaram de forma velada, até que no dia 31 de outubro foram tornadas públicas, havendo um total desrespeito com os moradores que só tomaram conhecimento após mídias de imprensa confirmarem o que estava realmente sendo feito naquela área.”


