Morre envolvido em resistência, durante abordagem da Força Tática
Morreu, na madrugada desta quarta-feira (29), no Hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí, o homem que resistiu à abordagem de equipes da Força Tática em uma viela da Estrada Municipal do Varjão, 2.217, no Jardim Novo Horizonte.
O homem estava em uma viela onde policiais foram averiguar denúncia de tráfico de drogas. No local foi encontrada uma moto clonada, com numeração do chassi remarcada.
De acordo com informações dadas pelos policiais da Força Tática do 11º Batalhão ao delegado Francisco Felipe Preuss, houve denúncia pelo telefone 190 dando conta de que o indivíduo seria traficante.
Durante a abordagem, o suspeito levantou os braços para ser revistado. Porém, se virou e tentou arrancar a arma de um dos policiais da PM. Houve luta corporal na presença de populares.
Um dos soldados da Força Tática disparou arma contra o suspeito. Em seguida, o soldado que foi atacado também atirou, diante da agressão que sofreu, para tentar evitar que as agressões continuassem.
Em seguida uma viatura de Resgate do Corpo de Bombeiros foi acionada para socorrer o homem de 36 anos.
O indivíduo foi levado para o Hospital São Vicente, onde passou por cirurgia. Mas, na madrugada desta quarta-feira, por volta de 2 horas, a equipe do delegado Francisco recebeu a informação da morte do envolvido na resistência.
O fato ocorreu próximo ao Campo do Pantera.
Repercussão
Os moradores do bairro relataram ao “Jornal da Região” que estão cansados da presença de traficantes. Eles elogiaram a Polícia Militar pela ação.
Uma moradora conta que constantemente a Guarda Municipal faz apreensões de drogas. “É praticamente todo dia que apreendem drogas”, disse.
Um morador mais antigo no bairro comentou que sente saudades dos tempos em que podia deixar os filhos brincarem na rua. “Agora, está muito perigoso com a presença dos traficantes”.
Outra moradora pede para a Polícia Militar continuar “marcando presença”.
“A gente quer esses traficantes na Cadeia”, comentou a moradora.
Já uma mãe disse que as crianças que estavam no Centro Comunitário “levaram o maior susto” quando ouviram os disparos de tiros.
Os policiais envolvidos na ocorrência não sofreram ferimentos.
Quando o grupo de viaturas saiu do bairro, alguns moradores chegaram a aplaudir os PMs – ao contrário do que vêm ocorrendo em outros pontos de tráfico da cidade, onde a “comunidade” defende os envolvidos nos crimes.


