Prefeitura explica compra de material e troca do Geresol
Aline Pagnan
O Geresol, centro de gerenciamento de resíduos sólidos de Jundiaí, passará por uma série de mudanças neste ano. A empresa que prestava serviço no local há muitos anos, perdeu a licitação e por isso precisará deixar o espaço. Com essa mudança, os maquinários – que são concretados no chão – precisam ser desmontados para que a nova empresa possa assumir o local. Nesse período, a quantidade de material britado está bem menor.
A Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP) está acompanhando a mudança e garante que o serviço não desabasteceu a cidade, mesmo com a necessidade de compra de areia e brita. O gestor Marcos Galdino apontou, em entrevista ao “Jornal da Região”, que o estoque de material processado atende a cidade por um período de 60 a 90 dias. “O Geresol não fechou. O local está passando por uma transição de empresas e esse processo de mudança é um pouco demorado por conta do maquinário concretado. Mas a empresa que ganhou a licitação já colocou uma britadeira móvel no local para dar andamento parcial ao serviço enquanto há essa troca.”
Apesar da informação, a prefeitura abriu um pregão eletrônico no site Compra Aberta para a compra de areia e pedra. A pasta ressaltou que a compra “de areia, pedra e cascalho para manutenção da cidade, segue um procedimento comum em todas as administrações anteriores. Os materiais são usados em serviços essenciais, como tapa-buracos, recuperação de calçadas e reformas de praças, garantindo que a infraestrutura urbana esteja sempre em boas condições. Esse fornecimento foi contratado por meio de um pregão eletrônico, um modelo de compra pública que garante transparência e preços competitivos. Esse mesmo sistema já era utilizado em gestões passadas, inclusive na anterior, que também adquiriu esses insumos pelo mesmo processo”.
“A UGISP comunica ainda que a reciclagem de resíduos da construção civil no Geresol continua sendo realizada, sendo que os materiais reaproveitados têm usos específicos, como base de pavimentação e calçadas. Já a areia fina e outros tipos de pedra são indispensáveis para serviços como reboco de paredes e concretagem, o que justifica a necessidade da compra. A UGISP informa ainda que o contrato de compra anterior venceu, exigindo uma nova licitação para manter o fornecimento regular desses materiais. Sem essa aquisição, obras de manutenção poderiam ser prejudicadas, impactando diretamente a população. A compra desses insumos, portanto, não representa uma mudança na política de gestão da cidade.”
Ecopontos
Com relação aos Ecopontos, o gestor ressalta que não houve fechamento de nenhum deles. “Com a troca das empresas, houve troca das caçambas e a população entendeu que sem as caçambas o ecoponto não estava funcionando. Na verdade, os portões seguiam abertos para a população fazer o descarte do material. E nossa equipe fez a destinação para as caçambas novas com maquinário, sem gerar prejuízo à população”, ressaltou o gestor.
Obras
Com relação às obras em andamento da cidade, Galdino ressaltou que o projeto de prolongamento da avenida Frederico Ozanan segue conforme o projeto. “Vimos que algumas decisões poderiam ser melhores, com uma economia aos cofres públicos, mas é mais caro parar uma obra do que finalizá-la, por questões de multas contratuais. A verba para essa obra já estava garantida, então ela será finalizada.”
Ainda em relação a esse prolongamento, o gestor ressalta que foram discutidas com a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) cinco opções de transposição da Anhanguera, inclusive citando a região da Meias Aço, onde terminará o prolongamento da Ozanan. “Precisamos pensar nessa transposição para ligar as duas partes da cidade. Levamos algumas opções para a Artesp. No caso do prolongamento da Ozanan, pensamos uma transposição por cima e outra por baixo da Anhanguera. Agora a Artesp e a AutoBan estão estudando o caso e, acreditamos que o túnel seria o mais viável.”
Com relação as transposições, ele ressalta que “das cinco opções levadas à Artesp, recebemos a sinalização de dois novos pontos em que poderá haver essa transposição: nos km 54 e 62. Isso daria mais opções para desafogar a avenida Jundiaí, por exemplo.”
Jundiaí conta com uma verba grande disponível para obras oriundas da operação de crédito externo junto à Corporação Andina de Fomento (CAF). Jundiaí obteve autorização para contratar operação de crédito externa no valor de US$ 64 milhões. Parte desse valor foi usado pela administração passada, mas o saldo ainda a ser usado passa de US$ 50 milhões. “Vamos rever os projetos que estão destinados a esse valor para buscar empenhar em obras importantes e de interesse para a cidade.”


