quinta-feira, 4, junho, 2026, 03:22
CAMPINASCIDADESPOLÍCIA

DEIC e Federal de Campinas prendem pedófilo que faturava R$ 9 mil com venda de vídeos de adolescentes

A Polícia Civil de São Paulo, por meio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC de Campinas, prendeu nesta terça-feira (14) um segurança do Jardim do Lago durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência na cidade de Campinas.

A ação faz parte da “Operação Nacional Proteção Integral II”, coordenada em conjunto com a Polícia Federal, e voltada ao combate de crimes relacionados à pornografia infanto-juvenil.

Durante a operação, os policiais apreenderam quatro aparelhos celulares, um notebook, nove chips de celular e três documentos falsos em nome de terceiros, utilizados para criação de contas bancárias e digitais com o objetivo de ocultar a identidade do investigado.

Também foram confiscadas duas motocicletas, adquiridas com o lucro obtido por meio da venda de conteúdo ilegal.

Segundo as investigações, o autor não apenas armazenava o material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, como também comercializava e compartilhava o conteúdo em grupos criados exclusivamente para essa finalidade.

Ele disse que faturava por mês cerca de R$ 9 mil com o material que era vendido por meio de redes sociais.

As autoridades informaram que o crime era sua principal fonte de renda.

O acusado foi formalmente indiciado e autuado em flagrante pelos crimes previstos nos artigos 241, 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal nº 8.069/90). As penas somadas podem chegar a até 18 anos de reclusão, de acordo com o delegado que cuidou do caso, Luiz Fernando Dias De Oliveira.

A Polícia Civil reforça que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e desarticular redes de exploração infantil no estado.

Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 100 ou pelo site da Polícia Federal.

Na operação da Polícia Federal também houve apreensões em Jundiaí, no período da manhã.

Com o material apreendido os policiais podem chegar a compradores que estão armazenando as imagens. Eles também podem ser indiciados e responder processo na Justiça.

Polícia Federal faz operação em Jundiaí contra exploração sexual de crianças