quarta-feira, 3, junho, 2026, 00:01
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Justiça manda apurar maus tratos de PMs contra assassino de Taís Castro

A Vara das Audiências de Custódias do Fórum de Jundiaí determinou, para a Corregedoria da Polícia Militar, que apure denúncia feita pelo faxineiro Cláudio Tosta Elizeu, de 40 anos, de que “foi maltratado pelos soldados da PM”, após se entregar, no dia em que matou a agente de viagens Taís Bruna Castro, de 36 anos, com 38 golpes de faca.

De acordo com o Tribunal de Justiça, o faxineiro disse na Audiência de Custódia que os policiais militares que o conduziram até o Plantão Policial praticaram “atos de tortura” contra ele, causando extremo constrangimento e “dor”.

Diante das informações passadas pelo autor do assassinato a Vara do Fórum de Jundiaí requisitou a abertura de investigações por parte da Corregedoria da Polícia Militar. Fontes informaram ao “Jornal da Região” que os soldados podem até ser afastados de suas atividades, só por causa dessa afirmação.

Nos meios policiais há uma grande revolta com o “direito dos manos”, como foi definido por um policial, que pediu para não se identificar. “E os direitos da vítima? Quem é que vai cuidar?”.

Entenda o caso

Por volta de 12h30 da última segunda-feira, dia 2 de junho, o faxineiro Cláudio Tosta Elizeu atacou a agente de viagens Taís Bruna Castro, de 36 anos, no corredor dos restaurantes do Beco Fino Boulevar, na Avenida Nove de Julho.

Ela foi atingida nas costas durante 30 segundos com 38 golpes de faca.

O autor disse para a delegada do Plantão Policial, Fernanda Monteiro de Souza, que Taís se recusou a manter relacionamento amoroso com ele. Por isso a matou.

Também tinha intenção de matar o encarregado dele, de empresa terceirizada, mas não o encontrou no dia dos fatos.

Justiça

Como o caso foi homicídio, a Justiça de Jundiaí deverá mandar o caso para o Tribunal do Júri. É quando sete cidadãos da cidade serão escolhidos para dizer se o autor deve ser condenado ou absolvido pelo crime que cometeu.

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