quarta-feira, 3, junho, 2026, 02:20
GERAL

Lei promove a inserção de menores aprendizes no Mercado de Trabalho

A Lei do Menor Aprendiz tem sido uma importante porta de entrada para jovens brasileiros que desejam ingressar no mercado de trabalho. Instituída por meio da Lei nº 10.097/2000 e regulamentada pelo Decreto nº 5.598/2005, essa legislação estabelece regras claras para a contratação de adolescentes e jovens com idade entre 14 e 24 anos incompletos, conciliando trabalho e educação.

O principal objetivo da lei é permitir que o jovem adquira experiência profissional sem abrir mão dos estudos, garantindo ao mesmo tempo formação técnico-profissional. A jornada de trabalho do aprendiz é limitada a 6 horas diárias, podendo chegar a 8 horas quando já tiver concluído o ensino fundamental e estiver matriculado em um curso técnico relacionado à ocupação exercida.

A legislação determina ainda que empresas de médio e grande porte são obrigadas a contratar aprendizes, em um percentual de 5% a 15% do seu quadro de trabalhadores cujas funções demandem formação profissional. A contratação deve ocorrer por meio de contrato de aprendizagem, com duração máxima de dois anos. Esse contrato assegura ao jovem remuneração, férias, 13º salário, recolhimento do FGTS (com alíquota reduzida a 2%) e todos os demais direitos trabalhistas.

Outro ponto importante é a obrigatoriedade da matrícula e da frequência escolar para os menores de 18 anos, bem como a participação em curso de aprendizagem oferecido por instituições qualificadas, como o Senai, Senac, CIEE e outras entidades reconhecidas.

A iniciativa também tem um impacto social significativo, pois visa reduzir a evasão escolar e o trabalho infantil, promovendo a cidadania e a inclusão social. Para os empregadores, além do cumprimento da lei, há benefícios como incentivos fiscais e a formação de futuros profissionais dentro da própria cultura da empresa.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, milhares de jovens são contratados todos os anos como aprendizes, e muitos deles são efetivados após o término do contrato, comprovando a eficácia do programa como ferramenta de formação profissional.

Em um país que ainda enfrenta altos índices de desemprego juvenil, a Lei do Menor Aprendiz representa um passo importante na construção de um futuro mais justo, com mais oportunidades e dignidade para a juventude brasileira.