(FOLHAPRESS) – “Viver e não ter a vergonha de ser drag queen”, canta Silvetty Montilla, a apresentadora da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo.
O gracejo marcou os discursos iniciais do maior evento LGBTQIA+ do calendário nacional, que começou neste domingo (22) sob o mote “Envelhecer LGBT+: Memória, Resistência e Futuro”.
Professora Bebel (PT), deputada estadual, animou a plateia pedindo uma vaia para o presidente dos EUA, Donald Trump, que “começou a Terceira Guerra Mundial”. A Casa Branca declarou guerra ao Irã na véspera.
A vereadora Amanda Paschoal (PSOL) destacou a importância do tema da parada deste ano. “Envelhecer nesse país é um desafio para todos, mas para a nossa população, que sofre desde a infância, envelhecer é ainda mais desafiador. Mas a gente vai batalhar para que cada um de nós possa ter uma velhice saudável e cheia de brilho.”
Guilherme Cortez (PSOL), deputado estadual, subiu ao trio e pediu para que as pessoas batessem o leque para “afastar os homofóbicos, os preconceituosos, bolsonaristas e agressores”. Como em outras edições da parada, o leque está em todos os lados.
A fundadora da ONG Crianças Trans Existem, Thamirys Nunes, também falou. Posicionou-se contra “essa direita que quer falar que os nossos filhos, filhas e filhos não existem”.
Pela manhã, já era numeroso o público montado com muito glitter e leques coloridos, mais uma ou outra lingerie. Havia também muitas famílias com seus filhos.
O pastor Filipe Scarcella, 37, celebrava sua primeira Parada LGBT+ abraçado co o namorado, após tantos anos indo à Marcha para Jesus.
Xuxa em “Cartas do Orgulho”
Xuxa relança a música “Arco-Íris”
Neste Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, Globoplay e Xuxa Meneghel se unem para reforçar a importância do respeito à diversidade e às múltiplas formas de amor com uma ação inédita e exclusiva para as redes sociais, amplificando vozes e histórias reais que inspiram coragem, orgulho e inclusão. A ação tem como destaque a série digital “Cartas do Orgulho”, composta por sete episódios que resgatam o formato clássico de leitura de cartas do “Xou da Xuxa”.
A apresentadora dá voz a mensagens escritas por personalidades como Milton Cunha, Ana Hikari, Rodrigo Sant’Anna, Nany People, Diego Martins, Jup do Bairro, Silvero Pereira e o ex-BBB Vinícius.
Os episódios serão publicados diariamente a partir deste domingo, dia 22 de junho em collab pelos perfis oficiais do Globoplay e da Xuxa.
” Eu não li as cartas até o momento da gravação. Li pela primeira vez na hora. Foi um soco no estômago. Me deu vontade de colocar cada um no colo, gritar por eles. É uma mistura de impotência com um sentimento maternal. Por exemplo, deu vontade de agarrar o Milton Cunha, já que a mãe dele não foi presente. Rolou uma tristeza, mas ao mesmo tempo fiquei com coração mais quentinho porque eles confiaram em mim e no Globoplay contando suas histórias, mostrando que outras pessoas também podem sobreviver a todo esse preconceito”, destaca Xuxa.
Como ponto alto da ação, no dia 28 de junho – Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ – será lançado um visualizer exclusivo da música “Arco-Íris”, originalmente gravada por Xuxa em 1987 para o filme “Super Xuxa Contra o Baixo Astral”. A nova versão do clipe traz uma estética contemporânea e sensível, com imagens da apresentadora misturadas a cenas LGBTQIAPN+ de produções do catálogo do Globoplay.
“Xuxa desde sempre abraçou a causa e levantou todas as bandeiras contra a discriminação. O novo clipe de Arco-Íris é um presente para os fãs, em um manifesto visual de afeto, inclusão e orgulho, reforçando a mensagem atemporal da música: o amor tem todas as cores”, ressalta Jorge Carrasco, Head de Estratégia de Redes Sociais de Produtos Digitais Globo.
A produção do clipe contou com um time formado majoritariamente por profissionais LGBTQIAPN+, tanto da Globo quanto da equipe de Xuxa e traz a apresentadora em nove figurinos escolhidos pessoalmente por ela – incluindo looks de drag e peças do seu próprio acervo.