Jarinu cria modelo de gestão com prioridade para a Primeira Infância
A cidade de Jarinu está dando um passo à frente na construção de uma gestão pública mais sensível, moderna e voltada ao futuro. Sob o comando da prefeita Débora Prado, o município acaba de implementar uma série de mudanças no estatuto do funcionalismo público e na estrutura administrativa que colocam a primeira infância no centro das decisões governamentais.
As ações, inéditas no Brasil em nível municipal, envolvem desde benefícios trabalhistas até a criação de um novo órgão dedicado exclusivamente à coordenação e monitoramento das políticas públicas voltadas às crianças de zero a seis anos. A cidade se tornou pioneira ao conceder licença-paternidade de 60 dias consecutivos aos servidores públicos — um avanço significativo diante da legislação federal, que estabelece apenas 5 dias como padrão.
Outra medida é a garantia de redução da jornada de trabalho em 50% para servidores que sejam pais ou responsáveis legais por crianças com deficiência ou com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem qualquer prejuízo na remuneração. A medida reconhece a sobrecarga enfrentada por essas famílias e reforça o papel do poder público no apoio à inclusão e ao cuidado integral.
Essas mudanças foram incorporadas ao novo estatuto do funcionalismo e fazem parte de uma ampla reforma administrativa que criou, entre outras iniciativas, a Secretaria Executiva de Políticas Públicas da Primeira Infância. O novo órgão será responsável pela articulação de ações intersetoriais entre as áreas da saúde, educação, assistência social e cultura, além de coordenar o Comitê Intersetorial do Plano Municipal da Primeira Infância (PMPI), instrumento de planejamento que organiza, monitora e avalia as políticas voltadas ao desenvolvimento infantil.
Para a prefeita Débora Prado, as mudanças refletem uma nova visão sobre o papel do Estado. “Cuidar da primeira infância é cuidar do presente e do futuro da nossa cidade. Estamos construindo uma cidade que respeita as famílias, valoriza os servidores e coloca as crianças como prioridade absoluta, como determina a Constituição”, afirmou.
As ações de Jarinu vêm recebendo atenção de gestores públicos e especialistas em políticas sociais de todo o país, e posicionam o município como modelo de inovação no atendimento às necessidades da infância e das famílias. Mais do que medidas administrativas, as mudanças representam um novo pacto social, baseado em empatia, responsabilidade e compromisso com o bem-estar das futuras gerações.
“Como era antes em aldeias e comunidades, a criação e o cuidado com as crianças são, historicamente, uma responsabilidade compartilhada por toda a comunidade, e não apenas pelos pais. Queremos uma cidade boa para as crianças, e sendo boa para elas, será boa pra todos”, ressalta Débora.


