quinta-feira, 4, junho, 2026, 05:09
CAMPINASCIDADESPOLÍCIA

Morre o guarda municipal que foi queimado por mulher durante ocorrência

O guarda municipal Leandro Pereira da Silva, de 46 anos, morreu no Hospital Irmãos Penteado, em Campinas, após ficar nove dias internado na UTI em decorrência de queimaduras graves. A vítima foi atacada no dia 7 de julho durante um atendimento de rotina em Valinhos.

O caso ocorreu na Rua Rio de Janeiro, 406, no bairro Vila Santana, quando guardas municipais foram acionados pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II Esperança) para dar apoio a um procedimento médico.

A equipe acompanhava a aplicação de medicação compulsória em uma mulher de 58 anos, que possui histórico de problemas psiquiátricos.

Segundo o boletim de ocorrência, após a finalização do procedimento médico, um vizinho alertou que a mulher estaria agredindo sua filha menor, de 16 anos, com um facão.

O guarda Leandro retornou ao quintal da residência para verificar a situação, momento em que foi surpreendido pela agressora, que jogou gasolina sobre ele e ateou fogo.

A vítima desceu as escadas em chamas e foi socorrida pelos demais guardas presentes, que conseguiram apagar o fogo. Leandro foi inicialmente levado à Santa Casa de Valinhos e depois transferido para o Hospital Irmãos Penteado, onde permaneceu internado na UTI até o falecimento.

Durante a internação, foi diagnosticado com queimaduras de terceiro grau em aproximadamente 70% da superfície corporal, com lesões na face, região cervical e membros superiores.

O quadro evoluiu com insuficiência respiratória, necessidade de intubação, traqueostomia, infecção pulmonar, disfunção renal e choque séptico refratário, culminando em falência multiorgânica.

Histórico de tratamento

A mulher já estava sob acompanhamento médico há alguns anos devido a problemas psiquiátricos. Em 12 de junho de 2025, foi proferida sentença judicial para encaminhamento compulsório para tratamento psiquiátrico na rede pública, com acompanhamento medicamentoso e terapêutico continuado.

A mulher foi presa em flagrante e responde pelos crimes de homicídio qualificado (com emprego de meio cruel) e lesão corporal contra a própria filha.

Durante a prisão, ela permaneceu internada na UPA de Valinhos sob escolta policial.

Objetos apreendidos

A polícia apreendeu no local um facão, uma caixa de fósforos, um galão de 5 litros (utilizado para a gasolina) e três peças do uniforme da vítima, incluindo colete balístico e camisa da Guarda Municipal de Valinhos.