Trabalhadores da Sobam reivindicam melhorias nos salários
Os trabalhadores do Hospital Pitangueiras, em Jundiaí, estão em conflito com o Grupo Sobam devido às negociações da Campanha Salarial 2025. O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde) organizou protestos públicos para denunciar o que considera “descaso” da empresa com seus funcionários.
A categoria iniciou as negociações em abril, com data-base em 1º de junho, quando venceu o acordo coletivo anterior.
A pauta de reivindicações inclui reajuste salarial de 5,20%, aumento real de 8% para compensar perdas inflacionárias, além de benefícios que melhorem a qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias.
A resposta da Sobam, apresentada na semana passada, gerou revolta entre os funcionários.
A empresa propôs o reajuste de 5,20%, mas dividido em duas parcelas: 2,5% em junho e 2,7% em outubro. Para o sindicato, trata-se de uma “proposta vergonhosa” que desrespeita a categoria.
O principal ponto de tensão é o contraste entre a situação financeira da empresa e a oferta salarial. Segundo o Sinsaúde, o Grupo Sobam obteve lucro líquido de quase R$ 24 milhões em 2024, o que tornaria possível uma proposta mais generosa aos trabalhadores.
Em seu relatório financeiro, a Sobam declarou estar “trabalhando na construção de um futuro saudável para nossa organização”.
O sindicato ironizou a declaração, afirmando que a empresa “esqueceu que os trabalhadores fazem parte da organização” e que, com salários defasados, os funcionários “não podem ter um futuro saudável”.
A mobilização busca pressionar a empresa para uma negociação que atenda às necessidades básicas dos profissionais de saúde, que segundo o sindicato “dedicam sua vida para bem atender o povo da cidade”.
Em nota oficial, a Sobam informou que “as negociações com o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde) seguem em andamento” e que a empresa “está empenhada em alcançar a melhor solução”.


