sexta-feira, 24, julho, 2026, 17:05
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Corpo de Werlen fica quase 12 horas na calçada, após morte por acidente

O corpo do jovem Werlen Jefferson Viana da Silva, de 26 anos, morador do São José, em Campo Limpo Paulista, ficou quase 12 horas na calçada da rua Lima, no bairro da Ponte São João, em Jundiaí. Às 4 horas da madrugada deste domingo (10) ele bateu sua motocicleta contra um poste e um muro, caindo em seguida na calçada.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada para o local. A passageira da moto foi levada consciente até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), recebeu cuidados médicos e foi liberada.

Werlen, porém, sofreu parada cardiorrespiratória e a equipe do SAMU realizou procedimentos por cerca de 30 minutos para tentar reanimá-lo, ainda na calçada.

A médica do SAMU, doutora Renata Jordão, relatou em laudo que, após muitas tentativas de reanimação, o paciente não respondeu aos procedimentos devido ao trauma que sofreu na cabeça.

Corpo na calçada

A partir daí começou uma verdadeira “novela”.

O jornal apurou que o SAMU comunicou o Departamento de Trânsito sobre o acidente. Uma equipe foi destacada por volta das 6 horas para fazer a sinalização do local e chegou às 6h30 ao local.

Enquanto isso, o Centro de Operações e Controle (CCO) avisou a Polícia Militar, que chegou às 7 horas. A equipe acionou a Polícia Técnico-Científica pelo sistema Prodesp da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O jornal também apurou que a comunicação para a Polícia Técnico-Científica chegou por volta das 10h30 da manhã, porque a “mensagem” foi para São Paulo e, depois, voltou para Jundiaí. Houve mudanças no sistema de requisições dos peritos e o sistema está passando por adaptações.

A Técnica chegou ao local em questão de minutos e liberou o local do acidente.

Após a perícia, o corpo do jovem Werlen continuou na calçada, dessa vez aguardando o carro funerário, que só chegou no meio da tarde. Tudo isso foram quase 12 horas de espera e agonia para a família.

Casos anteriores

Este não é o primeiro caso em Jundiaí de corpo que fica muito tempo em via pública aguardando recolhimento. Há algum tempo, um jovem que sofreu acidente de moto na Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonolli também ficou 12 horas no asfalto. Naquele dia, vereadores de Itupeva se mobilizaram e ligaram para várias autoridades.

Policiais militares da 2ª Companhia do 11º Batalhão queriam “adiantar” tudo, mas era área de competência da Polícia Rodoviária. Pouco tempo depois, o fato se repetiu com um motociclista que morreu na Rodovia dos Bandeirantes, próximo ao Centro de Detenção Provisória (CDP). O corpo ficou no asfalto por quase 10 horas.

Apuração dos fatos

O delegado seccional da Polícia Civil de Jundiaí, Luiz Carlos Branco Júnior, lamentou o episódio e vai apurar tudo o que ocorreu.

O jornal já obteve informações de que uma das falhas foi da operadora Vivo, que não mandou técnico para verificar a queda de sinal da linha dedicada que interliga a Delegacia Seccional de Polícia Civil com a Prodesp, do Governo do Estado. Tanto que o Plantão Policial teve de ser mudado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) neste domingo.

Mesmo que a Polícia Técnico-Científica fique sabendo de um acidente, ela necessita de uma “ordem” expressa do delegado de plantão para que uma equipe seja acionada para o local do crime. Essa é a regra da Secretaria de Segurança Pública, inclusive com abertura prévia de Boletim de Ocorrência para acionamento dos profissionais.

Três horas bloqueando a Rosário

Há cerca de 15 dias, uma leitora do “Jornal da Região” manifestou revolta com a demora para liberação de uma colisão entre dois carros na rua do Rosário, no Centro da cidade. Ela, mais soldados da Polícia Militar e agente de trânsito permaneceram por três horas aguardando liberação. O motivo foi que uma das envolvidas sentiu dores no pescoço após o acidente e foi levada para atendimento médico. Os veículos poderiam ter sido retirados da via para dar fluidez ao trânsito.