Pedreiro é preso por ameaçar guardas com faca e ataca enteada de 11 anos
Um pedreiro de 27 anos foi preso em flagrante após ameaçar guardas municipais com uma faca e cometer crimes de desacato, resistência e violência doméstica contra uma criança de 11 anos, no Jardim Vista Alegre, em Campo Limpo Paulista.
O caso foi registrado na Delegacia de Campo Limpo Paulista como múltiplos crimes: ameaça, desacato, resistência, injúria e violência doméstica, conforme a Lei Maria da Penha.
O que aconteceu
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe da Guarda Municipal foi acionada via Centro de Controle Operacional (CCO) para verificar denúncias de que um homem, supostamente sob efeito de entorpecentes, estaria agredindo uma menor de idade.
Ao chegarem ao local, os guardas encontraram o suspeito em “visível estado de alteração psíquica”.
Quando percebeu a presença da viatura, o homem entrou em sua residência e retornou portando uma faca.
Armado com a arma branca, o suspeito começou a proferir ameaças e fazer investidas contra os agentes.
Mesmo com tentativas de negociação verbal pelos guardas, o homem permaneceu hostil, mantendo as ameaças durante a abordagem.
Em seguida, quebrou a faca e a arremessou no chão.
Foram momentos de muita tensão, que poderia ter terminado de forma trágica.
Contenção e prisão
Diante da agressividade e do risco à segurança da equipe e de terceiros, os guardas municipais precisaram usar força moderada para conter o suspeito, utilizando algemas para preservar a segurança de todos os envolvidos.
Após ser conduzido à delegacia, o homem continuou proferindo ofensas e ameaças aos agentes, alegando que a Guarda Municipal “não possui qualquer autoridade” sobre ele e que poderia “arrancar a cabeça dos agentes após sua liberação”.
Violência contra criança
O caso teve origem em um episódio de violência doméstica.
Segundo relatos, a irmã mais velha da vítima, de 18 anos, chegou em casa por volta das 17h20 e encontrou seu padrasto (o suspeito) em estado de embriaguez, discutindo com sua irmã de 11 anos.
A criança relatou que, ao retornar da escola, encontrou o padrasto embriagado, que passou a proferir injúrias contra ela, chamando-a de “macumbeira” e “vagabunda”, alegando que ela estaria fazendo “macumba” contra ele e contra a mãe das meninas.
A irmã mais velha interveio na discussão, afirmando que o padrasto não deveria discutir com uma criança, especialmente por não ser o pai biológico.
Um vizinho também ajudou a conter fisicamente o homem até a chegada da Guarda Municipal.
Medidas protetivas solicitadas
A irmã da vítima solicitou medidas protetivas para a criança, alegando que as discussões são frequentes e que a menor está com medo do que o suspeito possa fazer caso seja solto.
Ela esclareceu que, apesar das discussões constantes, nunca houve episódios de agressão física.
A delegada Fernanda Monteiro de Souza, do Plantão Regional de Polícia Civil, decretou a prisão em flagrante, considerando que o suspeito foi surpreendido opondo-se à execução de ato legal (a abordagem dos guardas municipais) mediante ameaça com arma branca.
Direitos da vítima
A criança e sua representante legal foram cientificadas dos direitos assegurados pela Lei Maria da Penha, incluindo a possibilidade de requerer medidas protetivas de urgência. Devido à idade da vítima, não foi realizada oitiva, seguindo os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente.
O caso foi encaminhado para inquérito policial para apuração completa dos fatos.


